Se despedindo do TCE, Jerson Domingos deve se filiar ao União Brasil para disputar vaga na Assembleia

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Após quase 30 anos de vida pública, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Jerson Domingos, anunciou sua aposentadoria e confirmou que pretende disputar uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026. Filiado historicamente ao MDB, Jerson sinalizou que deve migrar para o União Brasil, legenda que integra a base do governador Eduardo Riedel (PP).

Em entrevista exclusiva concedida ao Expressão MS, o conselheiro afirmou que deixa o TCE com sentimento de “missão cumprida, mas com saudade”.

“Quando se arruma as malas, é com felicidade. As minhas não são bem por aí. São 30 anos de vida pública, é difícil se adaptar a uma nova realidade. Eu tenho que ficar um ano longe e vamos ver se consigo vencer minhas pretensões ao desafio. 2026 é um ano de campanha, eu tenho que pedir o voto”, afirmou.

Apesar da saída do cargo, Jerson destacou que não encara o momento como uma despedida definitiva.
“Eu diria que não tenho esse momento como uma despedida. Eu deixo os afazeres, mas a despedida da minha vida só quando Deus me chamar. Minha relação de amizade e as parcerias que construí ao longo dos anos me enchem de gratidão. Se obtive sucesso, foi em decorrência das parcerias que construímos”, declarou.

Mesmo aposentado, o conselheiro garantiu que seguirá envolvido em projetos institucionais, especialmente no Programa Primeira Infância, mantido pelo TCE-MS.
“Eu não deixo o TCE, deixo de ser conselheiro e passo a ser conselheiro aposentado, mas continuo com o programa Primeira Infância. Levamos essas informações aos gestores que têm compromisso com o futuro das nossas crianças.”

Ao relembrar sua passagem pela presidência do Tribunal, Jerson Domingos comentou o desafio de assumir o comando da instituição por determinação judicial.
“Para mim foi um desafio. Estava no cargo de conselheiro e fui pego de surpresa com uma determinação do STJ para assumir a presidência. Superamos com a cooperação dos servidores. Os conselheiros substitutos preencheram essa vacância com muita competência e não deixaram nada a desejar.”

Sobre seu futuro político, Jerson confirmou que avalia não deve voltar ao MDB e pretende se filiar ao União Brasil. A decisão, segundo ele, tem relação com o reposicionamento ideológico da legenda em Mato Grosso do Sul.

“É um ponto de interrogação, mas acho que devo ir para o União Brasil. Com a declaração da ministra Simone Tebet de ser candidata ao Senado sua proximidade como PT, foge da minha ideologia política. Todos que conheço no MDB são ideologicamente de direita. Talvez este seja o momento de enfraquecimento do partido, com muitos se abrindo à migração”, comentou.

Jerson também reconheceu sua proximidade com o ex-governador André Puccinelli (MDB), mas disse que o cenário político atual “fica complicado” para permanecer na sigla.

Com a aposentadoria de Jerson Domingos, a vaga de conselheiro no TCE-MS passa a ser de indicação da Assembleia Legislativa, e o processo de escolha do substituto deve ser definido até a próxima semana.

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Edição 274