Na manhã desta quarta-feira (21), equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagraram operações em Campo Grande, cumprindo mandados de busca e apreensão na sede do grupo de comunicação Impacto e na residência de seu proprietário, o empresário Francisco Elivaldo de Souza, conhecido como Eli Sousa. A ação contou com o apoio de policiais militares do Batalhão de Choque.
Os mandados foram cumpridos em dois endereços no bairro Carandá Bosque: o escritório da empresa e a casa do empresário, localizada em frente ao estabelecimento comercial. Três funcionários que chegaram para trabalhar foram impedidos de entrar no local para que os agentes realizassem a busca por documentos e equipamentos. Investigadores também devem fazer varreduras em outros endereços ligados ao grupo.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) confirmou que as operações, batizadas de “Collusion” (Conluio) e “Simulatum” (Simulado), visam desarticular um suposto esquema de fraude em licitações, com foco em contratos públicos do município de Terenos.
Segundo nota do MPMS, a operação “Collusion” investiga uma organização apontada como responsável por crimes contra a administração pública, principalmente fraudes em licitações e contratos relacionados a materiais e serviços gráficos com o Município e a Câmara Municipal de Terenos, desde 2021.
Já a “Simulatum” apura uma possível organização especializada em crimes contra a administração, através de contratos de publicidade fraudados e locação de equipamentos de som firmados com a Câmara Municipal de Terenos, também a partir de 2021.
De acordo com dados públicos, a Impacto Empresa de Jornalismo Ltda., do empresário Eli Sousa, teve pelo menos três contratos com a gestão executiva de Terenos para prestação de serviços de divulgação, somando valores que ultrapassam R$ 128 mil.
Pronunciamentos
O advogado do Jornal Impacto, Renan Augusto Vieira, disse que o grupo ficou ciente da operação pela manhã e permanece à disposição das autoridades. Ele afirmou que o proprietário, Francisco Elivaldo, não irá se pronunciar no momento para “não atrapalhar as investigações”.
“Até que tenhamos, no caso, conhecimento dos fatos para serem apurados, aí nós nos manifestaremos”, declarou o advogado.
Sobre o Grupo Impacto
Conforme dados da Receita Federal, a Impacto Empresa de Jornalismo Ltda. existe desde 1987, com capital social de R$ 21 mil, e tem como principal atividade a edição de jornais diários, atuando também com rádio, publicidade e marketing. Francisco Elivaldo “Eli” de Sousa é o único proprietário.
O grupo, que passou a se chamar “Impacto Mais de Comunicação”, possui em seu portfólio empresas de rádio, revista e um portal de notícias online.
Atualmente, a sede do Jornal Impacto em Campo Grande passa por reformas e uma placa no local indica que o espaço em breve abrigará a empresa “Dákila Comunicação”. O advogado da Impacto, porém, afirmou que nem o Grupo Dákila nem seu fundador, Urandir Fernandes de Oliveira (conhecido pela figura do “ET Bilu”), fariam parte desta investigação específica.
O MPMS informou que as operações miram o cumprimento de seis mandados de prisão e pelo menos 30 de busca e apreensão.











