Morreu na noite desta terça-feira (27), no Hospital Auxiliadora de Três Lagoas, o jovem Kaique Oliveira da Silva, de 19 anos. Ele estava internado em estado gravíssimo desde a noite da última quinta-feira (22), quando foi atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça dentro de um apartamento do Residencial Rubens Cunha, no Conjunto Habitacional Orestinho.
De acordo com informações preliminares, Kaique estava no imóvel acompanhado de conhecidos. Em determinado momento, um amigo teria saído para comprar bebidas. Poucos metros depois, ouviu um disparo. Ao retornar ao apartamento, encontrou o jovem caído na cozinha, inconsciente e ferido.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encontrou a vítima em parada cardiorrespiratória. A equipe realizou manobras de reanimação, conseguiu restabelecer os sinais vitais e encaminhou Kaique em estado crítico para o hospital, onde ele lutou pela vida por cinco dias antes de não resistir aos ferimentos.
O caso apresenta elementos considerados atípicos pelas autoridades, o que tem demandado apuração cautelosa. Na noite do ocorrido, a perícia técnica não foi acionada ao local, que não passou por preservação adequada inicialmente. Além disso, nenhuma arma de fogo foi localizada dentro do apartamento.
Diante dessas circunstâncias, a Polícia Civil trabalha com diferentes linhas de investigação para esclarecer a dinâmica do disparo. Inicialmente tratado como uma possível tentativa de autoextermínio, o episódio passou a demandar análise mais aprofundada, com a ampliação das hipóteses investigativas.
Na noite da última quinta-feira, o amigo que estava com a vítima, uma mulher que também se encontrava no apartamento e outra pessoa que foi uma das primeiras a chegar ao local foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos.
O inquérito policial segue em andamento sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Os trabalhos devem ser complementados com novos depoimentos, laudos periciais e exames técnicos para determinar com precisão as causas e as circunstâncias do trágico episódio.
A Polícia Civil não divulgou mais detalhes sobre o andamento do caso. O corpo de Kaique foi liberado para a família após exames no Instituto Médico Legal (IML).











