Casos de chikungunya triplicam em MS nos primeiros meses de 2026

iStock-1451071092-1

Os primeiros 48 dias de 2026 registraram um aumento expressivo nos casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul. De acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), foram confirmados 367 casos da doença e contabilizados 1.061 casos prováveis em todo o Estado.

A média é de aproximadamente oito confirmações por dia desde 1º de janeiro. Em comparação com o mesmo período de 2025, quando havia 481 casos prováveis até 8 de fevereiro, o número de suspeitas praticamente triplicou neste ano.

Os municípios com maior incidência são Fátima do Sul, Vicentina, Sete Quedas e Jardim, todos com mais de 300 casos por 100 mil habitantes. No panorama geral, a incidência estadual é de 38,5 casos por 100 mil habitantes, índice considerado baixo pelas autoridades de saúde. Sete gestantes testaram positivo para a doença e não houve registro de mortes até o momento.

Diante do cenário, a SES reforçou as medidas de prevenção durante o período de Carnaval, quando há aumento da circulação de pessoas e maior produção de resíduos, fatores que contribuem para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

A gerente de Doenças Endêmicas da pasta, Jéssica Klener, destacou que a população deve redobrar os cuidados. “É fundamental que as pessoas fiquem atentas ao descarte correto do lixo e à eliminação de recipientes que possam acumular água parada”, orientou.

O coordenador de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário, reforçou que objetos simples, como copos plásticos e latas descartados nas ruas, podem se transformar rapidamente em criadouros do mosquito. “Pequenas atitudes fazem a diferença no combate ao vetor”, afirmou.

Mais de 70% dos focos estão em residências

Para quem permanece em casa durante o feriado, a orientação é vistoriar quintais e áreas internas, verificando calhas, ralos, vasos de plantas, garrafas, baldes, lonas e caixas d’água. De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, mais de 70% dos focos do mosquito são encontrados em ambientes domiciliares.

“A participação da população é fundamental no controle das arboviroses. A prevenção começa dentro de casa, com a eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água”, destacou.

A chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do Aedes aegypti e tem como principais sintomas febre, dor de cabeça e dores intensas nas articulações. O tratamento é sintomático, com recomendação de hidratação e uso de analgésicos como paracetamol ou dipirona, conforme orientação médica.

A doença pode evoluir em três fases: aguda (de 5 a 14 dias), pós-aguda (até três meses) e crônica, quando os sintomas persistem por mais de 90 dias. Anti-inflamatórios não esteroides, corticosteroides e ácido acetilsalicílico não são recomendados na fase inicial.

As principais medidas de combate ao mosquito incluem evitar água parada em recipientes, manter caixas d’água bem fechadas, tampar ralos, armazenar pneus em locais cobertos, realizar manutenção de piscinas e utilizar repelentes. Estratégias como fumacê e o método Wolbachia também fazem parte das ações de controle do vetor coordenadas pela SES.

Compartilhe nas Redes Sociais

Banca Digital

Edição 272