Em vez de centralizar a operação em contratos feitos diretamente pelo Estado, o modelo adotado transfere os recursos para os cofres municipais, deixando a execução sob responsabilidade das prefeituras. Ao todo, serão repassados R$ 1.904.113,40 para os municípios contemplados nesta primeira etapa.
Municípios e valores
Confira os municípios beneficiados e os valores que cada um receberá:
| Município | Prefeito(a) | Valor do Repasse (R$) |
|---|---|---|
| Aquidauana | Mauro Luiz Batista | 201.005,17 |
| Iguatemi | Lídio Ledesma | 168.913,62 |
| Coronel Sapucaia | Niagara Patricia Gauto Kraievski | 159.824,74 |
| Camapuã | Manoel Eugenio Nery | 149.232,02 |
| Nova Andradina | Leandro Ferreira Luiz Fedossi | 147.390,88 |
| Mundo Novo | Rosaria de Fátima Ivantes Lucca Andrade | 133.543,67 |
| Coxim | Edilson Magro | 119.083,18 |
| Jateí | Cileide Cabral da Silva Brito | 106.477,22 |
| Glória de Dourados | Julio Cleverton dos Santos | 102.337,92 |
| Douradina | Nair Branti | 101.899,20 |
| Batayporã | Germino da Roz Silva | 96.371,62 |
| Bataguassu | Wanderleia Duarte Caravina | 93.037,24 |
| Eldorado | Fabiana Maria Lorenci | 89.979,25 |
| Bonito | Josmail Rodrigues | 82.099,75 |
| Laguna Carapã | Itamar Bilibio | 36.989,25 |
| Porto Murtinho | Nelson Cintra Ribeiro | 15.928,41 |
Fonte: Diário Oficial Eletrônico do Estado de MS
Na prática, o Programa Estadual de Transporte Escolar de Mato Grosso do Sul (PTE-MS) parte da lógica de que cada prefeitura conhece melhor sua realidade territorial, suas distâncias e as condições das estradas rurais. Por isso, dá aos municípios a tarefa de organizar a prestação do serviço, definir a operação e administrar o atendimento dos estudantes contemplados.
Esse formato também distribui a responsabilidade administrativa. O Estado entra com o repasse financeiro e os municípios assumem a gestão cotidiana de uma operação que exige planejamento, regularidade e adaptação às condições locais — característica especialmente importante em regiões com grandes extensões territoriais e acesso mais difícil.
Para sustentar o serviço ao longo do calendário escolar e evitar interrupções por falta de caixa, os repasses não serão feitos de uma só vez. O arranjo financeiro prevê quatro parcelas ao longo da vigência da parceria, que começou a partir da assinatura dos documentos na segunda semana de março de 2026 e seguirá até março de 2027.
A divisão em parcelas ajuda a manter fluxo financeiro mais equilibrado para os municípios, sobretudo em uma atividade que depende de continuidade. O transporte escolar não admite paralisação prolongada sem impacto direto na frequência dos estudantes e no funcionamento das escolas.
Os 16 municípios beneficiados estão espalhados por várias regiões do Estado, incluindo Pantanal, Bolsão, Sul-Fronteira e Cone Sul. Os valores variam conforme a demanda local, a extensão do território e o número de alunos atendidos em cada rede conveniada.
Entre os exemplos, Aquidauana aparece com o maior montante desta leva, superando R$ 200 mil. Na outra ponta, Porto Murtinho receberá o menor valor, de pouco mais de R$ 15 mil. A diferença entre os repasses indica que o programa considera a realidade operacional de cada cidade, e não uma divisão uniforme dos recursos.
A formalização dos repasses representa um avanço administrativo importante, mas o efeito concreto dependerá da capacidade de cada prefeitura de transformar a verba em serviço regular, seguro e suficiente. Em regiões rurais, o transporte escolar costuma ser mais do que logística — ele é a condição básica para que o aluno consiga permanecer vinculado à escola.
Por isso, o programa tem peso direto sobre acesso, permanência e continuidade do ano letivo. Com a verba liberada, o próximo passo será acompanhar como os municípios vão organizar a operação nas estradas rurais e se o modelo conseguirá garantir regularidade ao longo de 2026 sem comprometer o atendimento aos estudantes.











