Corretor de imóveis sul-mato-grossense é alvo de operação policial em Maceió e está foragido

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O corretor de imóveis sul-mato-grossense Carlos Roberto Pereira Júnior, alvo de inquéritos e dezenas de reclamações por aplicação de golpes em falsos investimentos no mercado imobiliário, foi alvo de uma operação policial na manhã desta segunda-feira (6), em Maceió (AL). No entanto, ele não foi localizado pelos policiais civis e permanece foragido.

Carlos Roberto, que possui registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Mato Grosso do Sul e também de Alagoas, responde a um inquérito da Polícia Civil de MS e a 14 investigações ético-profissionais no próprio conselho. As apurações apontam para um padrão recorrente de fraudes, com indícios de atuação profissionalizada em golpes financeiros.

De acordo com apuração do Correio do Estado, o corretor mudou-se para a capital alagoana no fim do ano passado, após seus esquemas terem se tornado “manjados” em Campo Grande, conforme relatou uma fonte à reportagem. Em Maceió, ele vivia em um condomínio fechado e ostentava vida luxuosa — mesmo padrão de comportamento que mantinha na capital sul-mato-grossense.

As investigações revelam que Carlos Roberto oferecia a investidores — a maioria médicos — cotas em falsas Sociedades de Propósito Específico (SPEs), com a promessa de rentabilidade acima de 150% e baixo risco. Após receberem os valores, porém, as vítimas não tinham o dinheiro de volta, recebendo apenas justificativas e novos prazos que jamais eram cumpridos.

Além disso, há denúncias de apropriação indébita de valores que deveriam ser repassados a terceiros. Os prejuízos já ultrapassam R$ 100 mil, com pelo menos 11 vítimas identificadas até o momento. O caso ganhou repercussão após divulgação na imprensa, o que incentivou novas vítimas a relatarem os golpes.

Histórico criminal e investigações em andamento

Carlos Roberto já possui condenação transitada em julgado por estelionato, ou seja, irrecorrível. Agora, responde novamente por crimes como fraude financeira, estelionato — inclusive contra idoso — e retenção indevida de recursos.

Procurado pela reportagem, o advogado Lucas Brandolis, assistente de acusação que representa diversas vítimas ludibriadas pelo corretor, esclareceu:

“A operação policial noticiada nesta data resulta de condenações criminais por estelionato já transitadas em julgado, portanto, irrecorríveis. Não obstante, prosseguem inúmeros processos e investigações a respeito de outros estelionatos e demais crimes graves, como fraudes em ativos financeiros, falsidade ideológica etc., com atuação estratégica para garantir a reparação integral dos prejuízos sofridos.”

A Polícia Civil de Alagoas, responsável pela operação, segue em buscas para localizar o corretor, enquanto as investigações nos dois estados continuam em andamento.

(*) com informações do Correio do Estado 

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Edição 276