O processo de reajuste tarifário da Energisa MS, que tramita na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sofreu uma reviravolta na tarde desta terça-feira (14). Mesmo após a maioria dos diretores aprovar o índice de 12,11% proposto pela área técnica da agência, o diretor-geral, Sandoval Feitosa Neto, pediu destaque e suspendeu — ao menos temporariamente — a homologação da nova tarifa para os clientes da concessionária em Mato Grosso do Sul.

O percentual em discussão é mais de três vezes superior à inflação do ano passado, que ficou em 3,8%. A proposta original prevê um reajuste médio de 12,11% na conta de luz dos 1,15 milhão de consumidores atendidos pela Energisa MS nos 74 municípios do estado.
Em um movimento considerado incomum, Sandoval Feitosa Neto decidiu pedir destaque mesmo sem votos divergentes dentro da agência em relação à definição da tarifa. Com isso, o aumento na conta de luz só será apreciado novamente no fim de abril, no dia 22.
A expectativa, até o fim da manhã de terça-feira, era de que o aumento passasse a valer já a partir desta quarta-feira (15). O adiamento prolonga a indefinição para os consumidores sul-mato-grossenses.
Caso venha a ser confirmado na nova votação, o reajuste médio de 12,11% terá impactos distintos por categoria de consumo:
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Residencial: aumento de 11,75%
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Alta tensão (empresas de grande porte): 12,39%
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Baixa tensão (pequenos negócios): 11,98%
A vigência do reajuste já vinha sendo adiada desde o início do mês. No dia 7 de abril, a reunião que definiria o índice foi remarcada para esta terça-feira (14). Nesse intervalo, a agência conseguiu reduzir em meio ponto percentual a proposta inicial, mas o percentual final ainda é considerado elevado.
Com a decisão do diretor-geral da Aneel, a definição sobre a efetivação do aumento na conta de luz para a maioria dos consumidores de Mato Grosso do Sul fica para a reunião do próximo dia 22 de abril. Até lá, as tarifas atuais permanecem em vigor.
O pedido de destaque abre espaço para nova discussão do tema no colegiado da agência, podendo resultar em alterações no índice ou mesmo na rejeição da proposta — embora a área técnica e a maioria dos diretores já tenham se manifestado favoravelmente ao reajuste.











