Ter, 09 de Junho
Campo Grande

Disputa pela primeira-suplência na chapa de Reinaldo Azambuja ao Senado movimenta bastidores políticos em MS

A seis meses das eleições marcadas para o dia 4 de outubro, a disputa pela primeira-suplência na chapa ao Senado encabeçada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) j

13 abr 2026 - 05h35   Thaís Dias   atualizado em 08/05/2026 às 12h23
Disputa pela primeira-suplência na chapa de Reinaldo Azambuja ao Senado movimenta bastidores políticos em MS montagem suplentes azambuja

A seis meses das eleições marcadas para o dia 4 de outubro, a disputa pela primeira-suplência na chapa ao Senado encabeçada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) já aquece os bastidores da política sul-mato-grossense. Embora a pré-candidatura de Azambuja ainda esteja em fase de articulação, lideranças nacionais do Partido Liberal praticamente já asseguram uma das duas vagas ao ex-governador.

De acordo com apurações do Correio do Estado, três nomes despontam como postulantes ao posto estratégico na composição eleitoral:

  • Felipe Mattos (ex-secretário de Estado de Fazenda) – apontado como favorito;

  • Gianni Nogueira (vice-prefeita de Dourados) – vista como a “azarona” do trio;

  • Jaime Verruck (ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) – tido como o preferido do governador Eduardo Riedel (PP).

Felipe Mattos: experiência e confiança

Favorito para ficar com a vaga, Felipe Mattos tem como trunfos a experiência administrativa e a proximidade com a gestão do ex-governador. Ele esteve na administração Azambuja desde o primeiro mandato, começando como consultor jurídico. Em janeiro de 2019, assumiu a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), onde se consolidou como homem de confiança do então governador, sendo o responsável por “azeitar” a máquina econômica sul-mato-grossense.

Os números impressionam: quando Felipe Mattos chegou ao governo, o Estado arrecadava cerca de R$ 10 bilhões anuais. Quando deixou o cargo, em março de 2022, a arrecadação estava em R$ 18 bilhões ao ano, com R$ 3 bilhões investidos apenas em obras viárias.

Jaime Verruck: o “supersecretário”

Jaime Verruck também carrega bagagem técnica e trânsito político dentro das gestões de Azambuja e do atual governador Eduardo Riedel. Ele esteve à frente da Semadesc desde 2015, acumulando 11 anos no comando da secretaria — o que lhe rendeu o título de “supersecretário”.

Verruck, que tem trajetória na indústria, assumiu o cargo no primeiro mandato de Azambuja e se consolidou como o secretário mais longevo do Estado. Por seu perfil técnico, esteve no comando de negociações e reestruturações estaduais, como incentivos fiscais e atração de investimentos.

Gianni Nogueira: força política em Dourados

Fechando a lista de interessados, a vice-prefeita Gianni Nogueira fortalece sua candidatura com base política na segunda maior cidade do Estado e pelo vínculo com o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) , o “Gordinho do Bolsonaro”, de quem é esposa.

Papel estratégico da primeira-suplência

A definição do nome que ocupará a primeira-suplência é considerada peça-chave na estratégia eleitoral, já que o posto pode ampliar alianças regionais, fortalecer a capilaridade da campanha e garantir sustentação política ao projeto do PL em Mato Grosso do Sul.

Nos bastidores, lideranças partidárias avaliam não apenas o peso político de cada pré-candidato, mas também critérios como densidade eleitoral, capacidade de articulação e equilíbrio regional. A expectativa é de que a escolha seja feita nas próximas semanas, à medida que avançam as negociações para a formação completa da chapa.

Azambuja desconversa

Questionado pelo Correio do Estado sobre qual dos três nomes deve ser escolhido, Reinaldo Azambuja desconversou, afirmando que ainda é muito cedo para isso, mas não negou que Felipe Mattos, Jaime Verruck e Gianni Nogueira estejam no páreo.

“Para ser bem sincero, ainda não me decidi. Vou analisar as alternativas para tomar essa decisão mais adiante, pois o primeiro-suplente terá um papel estratégico dentro da minha campanha eleitoral” , declarou o ex-governador.

Embora não seja eleito diretamente pelo voto popular, o primeiro-suplente pode acabar exercendo mandato por longos períodos, afinal, ele assume o cargo sempre que o senador se afasta — seja por licença, doença, viagem ou para ocupar outro cargo (como ministro, secretário ou governador).

  (*) com informações de Correio do Estado
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