“Tribunal do crime”: polícia prende grupo que atraiu vítimas para festa e as levou para três cativeiros diferentes

A Polícia Civil de Três Lagoas prendeu quatro pessoas suspeitas de integrar uma facção criminosa e sequestrar três rapazes. A prisão ocorreu nessa quarta-feira (6), porém, eles estariam sendo mantidos no local desde o último domingo (3).

De acordo com o Setor de Investigações Gerais (SIG) e a 3ª Delegacia de Polícia da cidade, houve buscas nos bairros Carioca e São João, o que resultou na prisão dos suspeitos, com idades entre 23 e 32 anos. Eles seriam de uma organização criminosa rival e teriam submetido as vítimas ao tribunal do crime, sempre sob a ameaça de arma de fogo e arma branca.

A investigação aponta que as vítimas vieram do estado da Bahia para trabalharem em Três Lagoas, sendo que passaram a residir no bairro São João. Horas antes do sequestro, saíram para participarem de festas, quando foram atraídas até uma casa. Ao entrarem, já foram rendidos e submetidos a um questionário, onde as pessoas queriam saber se eram de facção criminosa rival.

Mesmo negando, os rapazes foram amarrados e mantidos em cativeiro. No primeiro ficaram até a madrugada de segunda-feira (4). Já no segundo até a tarde da última terça feira (5) e depois foram levadas até um terreno onde funciona um depósito de reciclagem, não muito distante do segundo cativeiro, onde seriam executadas.

Um dos rapazes, no entanto, aproveitou o descuido dos bandidos, o qual atendia ao telefone e ele então fugiu, com as mãos amarradas, e pediu socorro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A Polícia Militar (PM) foi acionada e achou o cativeiro com muitas manchas de sangue e rastros de veículos.

As buscas continuaram e os suspeitos foram presos durante a noite, sendo autuados em flagrante por crimes de sequestro e cárcere privado, tentativa de homicídio contra a vítima que fugiu e participação em organização criminosa.

Um quinto envolvido foi identificado ainda durante as diligencias realizadas pela PM, mas não foi encontrado. No depoimento, uma das vítimas disse que ao menos dez pessoas estavam na casa.

A polícia também informou que “as duas vítimas que não conseguiram fugir do cativeiro não foram localizadas e, segundo informações colhidas na região, foram ouvidos disparos de arma de fogo, seguido de fugas de veículos do local, o que leva a crer que tais vítimas possam ter sido mortas e seus corpos levados dali para dificultar os trabalhos de investigação”.

 

Fonte: G1

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