Rachel e Giselle lutam para fazer história; Bitto tenta emplacar 3º mandato de grupo na OAB

As advogadas Rachel Magrini e Giselle Marques vão disputar a presidência da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) com a missão de fazer história: ser a segunda mulher em 44 anos a comandar a entidade em Mato Grosso do Sul. O advogado Bitto Pereira tenta emplacar o 3º mandato consecutivo do grupo do atual presidente, Mansour Elias Karmouche, no comando da instituição desde 2016.

Com orçamento de R$ 11 milhões, representando 15 mil advogados e com perspectiva de indicar um desembargador do Tribunal de Justiça na vaga do 5º constitucional, a OAB/MS é uma das principais instituições da sociedade. Na opinião do atual presidente, no segundo mandato, é de “suma importância para a garantia do Estado Democrático de Direito”.

Nas últimas três décadas, homens se sucedem no comando da Ordem em Mato Grosso do Sul. Só uma mulher comandou a instituição, por dois mandatos no final dos anos 80, Elenice Pereira Carille. Apesar as mulheres serem maioria na advocacia, desde 1992, nenhuma representante do sexo feminino foi eleita para presidir a OAB/MS.

Na última quarta-feira (6), a advogada Rachel Magrini, inscreveu a chapa “Um novo tempo para a OAB/MS” para quebrar esse tabu. O candidato a vice será o advogado André Xavier. Douradense, ela graduou-se na Universidade de Ribeirão Preto e possui pós-graduação em Direito Civil e Processo Civil e MBA Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas.

Atuando na advocacia desde 2001, ela foi diretora-presidente da Escola Superior de Advocacia (ESA/MS) em 2013. Atualmente é presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica – MS e membro da Fèderation Internationale des Femmes des Carrières Juridiques.

Líder em duas das três pesquisas de opinião divulgadas, Rachel Magrini desponta como favorita a fazer história ao ser a 2ª mulher a presidir a OAB. “Ouvimos a advocacia para montar o time que contemple todos os segmentos”, afirmou, sobre a montagem da chapa.

Rachel pretende fazer uma OAB institucionalmente mais forte e também voltada para os problemas do advogado e do dia a dia da classe. “A OAB tem ficado muito distante de tudo isso. Neste momento tão indispensável pós pandemia, a OAB precisa ser forte e ativamente”, propõe.

O candidato da situação é o advogado Luís Cláudio Alves Pereira, o Bitto Pereira, que registrou a chapa “Mais OAB” na última quinta-feira (7). A candidata a vice-presidente é a advogada Camila Bastos, do escritório de advocacia do deputado estadual Gerson Claro (Progressistas). Ela terá a missão de conquistar o voto feminino, que é maioria entre os advogados.

Bitto está há 22 anos na advocacia, conforme a assessoria de imprensa. Atual conselheiro federal da entidade, ele terá a missão de garantir o 3º mandato consecutivo ao grupo liderado por Mansour.

“Este trabalho de reconstrução do apoio à classe foi intenso nos últimos seis anos, e agora vamos continuar mantendo a OAB com suas portas abertas, com uma atuação muito voltada ao que realmente importa, que é o respeito às nossas prerrogativas (direitos) e aos honorários. É isso que traz dignidade a advogadas e advogados”, propôs.

“A advocacia é essencial à Justiça. Sem advogado não há Justiça, somos essenciais para o regime democrático. A OAB, da qual sou conselheiro federal, tem papel relevantíssimo na sociedade brasileira. A instituição deve, sobretudo, amparar e assistir os advogados”, afirmou Pereira.

A advogada Giselle Marques corre por fora e deverá registrar a chapa na próxima quinta-feira (14) para ser a candidata da 3ª via. Atuando na advocacia há 30 dias, ela é Mestre e Doutora em Direito e pós-doutora em Meio Ambiente. O candidato a vice-presidente na chapa “OAB que queremos” será o advogado Thiago Possiede.

“A OAB é a instituição responsável por orientar o exercício da advocacia, e tem também função fiscalizatória. Deve ser acolhedora e um porto seguro para as advogadas e advogados. Além disso, a OAB desempenha um papel de representação da sociedade civil, e histórica e culturalmente tem o dever de zelar pelos direitos fundamentais que estão na base das Constituições democráticas contemporâneas, dentre elas a brasileira”, defendeu Giselle.

“Infelizmente, a OAB MS vem se distanciando desse papel. Por isso, a nossa pré-candidatura surge como uma alternativa de renovação e de mudança de verdade”, criticou, sobre o atual grupo que comanda a instituição.

A eleição da OAB está prevista para o dia 19 de novembro deste ano. De acordo com Karmouche, cerca de 10 mil advogados estão aptos a votar.

 

Fonte: O Jacaré

 

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