Bolsonaro cresce, Lula cai, Simone fica abaixo de 1% e Mandetta encolhe em nova pesquisa

Com a aproximação do mês de janeiro, a partir de quando os institutos devem registrar suas pesquisas e apresentar dados à justiça eleitoral, a diferença apontada entre Bolsonaro e Lula começa a diminuir.

 

A senadora Simone Tebet (MDB) não decolou e ficou abaixo de 1% em nova pesquisa sobre a sucessão presidencial em 2022. O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), continua encolhendo e ficou com apenas 1,4%, de acordo com o levantamento do instituto Paraná Pesquisas. Com o resultado pífio, ambos perdem musculatura eleitoral e correm o risco de não conseguirem cacife nem para a vaga de vice na chapa da 3ª via.

Realizada entre os dias 16 e 19 deste mês com 2.020 eleitores, com margem de erro de 2%, a sondagem é um balde de água fria nos planos nacionais dos dois sul-mato-grossenses. No primeiro cenário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 34,9%, seguido por Jair Bolsonaro (sem partido), com 29,2%, pelo ex-juiz Sergio Moro (Pode) com 10,7%, o ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PDT), com 6,1%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 3,1%, Mandetta com 1,2%, Simone com 0,6%, o senador Alessandro Vieira (Cida) e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), com 0,4%.

No segundo cenário, com outro candidato tucano, o ex-presidente ficou com 35,1%, o presidente com 29,8%, Moro com 11%, Ciro com 6,1%, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), com 1,6%, Mandetta com 1,4%, Simone com 0,5%, Vieira com 0,4% e Pacheco, 0,3%.

A pesquisa é péssima para Mandetta. No ano passado, o ex-ministro chegou a ter 6,8% em maio. Desde a demissão do cargo de ministro da Saúde, o ex-deputado federal ganhou ampla cobertura da mídia e chegou a participar de debates como um dos potenciais candidatos da 3ª via. Ele foi destaque das famosas páginas amarelas da revista Veja, que o apresentou como candidato ideal a presidente da República.

No entanto, nem com a mídia nacional ignorando o escândalo Gisa, como ficou conhecido o desvio milionário quando ele comandou a Secretaria Municipal de Saúde da Capital, Mandetta não conseguiu superar os dois dígitos.

Simone ganhou os holofotes e destaque nacional com a CPI da Covid do Senado, onde conseguiu obter revelações bombásticas. No entanto, a emedebista segue com desempenho de nanico na corrida eleitoral, apesar do MDB ser um dos maiores partidos brasileiro. Sem densidade eleitoral, ela não vai obter o apoio do partido para ser candidata a presidente.

Experientes e influentes na República, os caciques do MDB não vão torrar o dinheiro em uma campanha presidencial fadada ao fracasso, enquanto a prioridade será eleger uma bancada de deputados federais e senadores. E sem peso nas pesquisas, Simone não consegue barganhar nem a vaga de vice em uma chapa de candidatos mais competitivos, como Moro e Ciro.

Mandetta cogita ser candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro se não conseguir viabilizar a candidatura a presidente nem a vice pela União Brasil, partido a ser criado com a fusão do DEM e do PSL. Já Simone estuda disputar a reeleição ao Senado, mesmo com as chances reduzidas em eventual confronto com a ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina (DEM).

 

Fonte: Com informações de O Jacaré

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