• Era por volta de 3 horas da manhã desta terça-feira, dia 26 de abril, quando a sessão de julgamento de nove acusados de homicídio praticado a mando de uma facção criminosa foi concluída. O julgamento, que teve início às 8 horas do dia 25 de abril, foi realizado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande e durou 19 horas e 10 minutos. Os réus acompanharam os trabalhos em plenário ao lado, com transmissão ao vivo. Um a um, eles foram levados à presença do juiz para serem interrogados.

    Em um total de 112 laudas, a sentença trouxe a condenação dos nove acusados por homicídio triplamente qualificado, por organização criminosa (Lei 12.850/13) e por corrupção de menores (art. 244-B do ECA). As penas somadas atingem 257 anos e 8 meses.

    A fase de debates do julgamento iniciou por volta das 17 horas, com a fala da promotoria de justiça, seguida das exposições da defesa. Durante a votação, os jurados apreciaram um total de 168 quesitos.

    Com exceção dos três adolescentes apontados de envolvimento no crime, a ação penal que tramitou na 1ª Vara do Júri contou com 10 réus: 9 homens e uma mulher, cujo advogado de defesa não compareceu, alegando problemas de saúde. Desse modo, o julgamento foi adiado em relação a ela. A sessão foi presidida pelo juiz titular da vara, Carlos Alberto Garcete de Almeida.

    O caso

    De acordo com a denúncia, no dia 31 de maio de 2018, no período da tarde, os acusados, em comunhão de esforços e divisão de tarefas, juntamente com três adolescentes, mataram por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, a jovem L., apontada como garota de programa que estava há pouco tempo em Campo Grande.

    Segundo as investigações policiais, ela possuía ligação com alguns integrantes de uma facção rival à dos envolvidos no crime, motivo pelo qual vinha recebendo ameaças. Incomodado com a conduta da vítima, um dos acusados determinou que ela fosse submetida a “julgamento” pela facção.

    Ela foi mantida sob o domínio dos autores até ser executada num canavial localizado na BR-163, zona rural de Campo Grande. No local, após amarrarem a vítima e ordenarem que ela dissesse palavras de ameaça à facção rival, a vítima foi decapitada com golpes de facão. As cenas foram gravadas e as imagens compartilhadas em um aplicativo de celular.

    Confira as penas individualizadas:

    1) R.: 25 anos de reclusão;
    2) A.: 26 anos de reclusão;
    3) G.: 34 anos e 4 meses de reclusão;
    4) J.P: 28 anos e 8 meses de reclusão;
    5) MH.: 34 anos e 4 meses de reclusão;
    6) MY: 25 anos de reclusão;
    7) O.: 26 anos de reclusão;
    8) U.: 34 anos e 4 meses de reclusão;
    9) V.: 24 anos de reclusão.

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