O Instituto Nacional dos Advogados (Inad) solicitou nesta quarta-feira (26) a abertura de inquérito para apurar possíveis irregularidades na veiculação de propaganda eleitoral nas rádios.

As denúncias de fraude foram relatadas por um ex-servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pela campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), que alega que o candidato do PT, Lula, teve 154.085 inserções de rádio veiculadas a mais que o candidato à reeleição.

Após comunicar possíveis falhas na divulgação das propagandas eleitorais, o funcionário foi exonerado do cargo. A Inad ressaltou que a atitude do ex-servidor foi exemplar. “É importante esclarecer que a conduta do ex-servidor do TSE foi exemplar no que tange a comunicação de irregularidades aos seus superiores hierárquicos e, diante da inércia destes, a comunicação do fato possivelmente criminoso à autoridade policial, estando sua conduta amparada pelo artigo 27 do Código de Processo Penal,” diz ofício encaminhado ao Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras.

No documento, o instituto pede que a PGR entre com uma representação para que o TSE adie o pleito eleitoral e abra uma investigação para apurar possível fraude. “Requer-se que esta douta Procuradoria represente o TSE requerendo o adiamento do pleito eleitoral, a abertura de inquérito para investigação dos fatos e apuração da possível prática de abuso de poder midiático/econômico pelo candidato beneficiado e terceiros.”

O Inad ainda solicita proteção policial ao ex-servidor e para seus familiares.

 

Fonte: Rede TV

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