Babá, de 26 anos, é investigada por maus-tratos a seis crianças, em Três Lagoas. Em um vídeo que circula nas redes sociais, a mulher confessa ter batido nas vítimas. Ela chegou a prestar esclarecimentos na delegacia de polícia, onde negou o crime.

O caso chegou ao conhecimento das autoridades depois da repercussão do vídeo. Nele, um homem questiona: “virou saco de pancada seu né, por que ficar batendo na menina?”. Em resposta, a babá nega a agressão, mas em seguida afirma: “eu bati porque os outros ficam falando na minha cabeça”.

O homem continua gravando e pergunta por que ela teria jogado uma das crianças no sofá. “Porque ela tirou a fralda”, responde. Ele continua: “e se quebra o pescoço?”. A mulher responde: “quebrou, fazer o que? não posso fazer nada. Ia acabar de quebrar, quebrar a perna, quebrar o nariz (sic)”. Ainda, durante o vídeo, ela aponta o dedo para uma das bebês e faz ameaças. “Se você começar a ficar sem vergonha, você eu vou pegar”.

A gravação repercutiu nas redes sociais e chegou ao conhecimento do Conselho Tutelar, na segunda-feira, 24 de abril. “Passamos a procurar quem seria a babá que aparece na imagem e os responsáveis pelas crianças”, explica a conselheira Mirian Herrera.

Contatados, alguns pais afirmaram que estavam desconfiados de maus-tratos e foram orientados a registrar boletim de ocorrência. Na mesma data, o Conselho foi até o endereço da babá acompanhado da Polícia Militar. Ela chegou a prestar esclarecimentos na delegacia, onde negou qualquer agressão.

Contudo, foi apurado que a mulher cuidava de seis crianças, entre elas bebês que tem 1 mês e outro de 10 meses, além de crianças de 2 a 4 anos. A creche clandestina funcionava na casa dela. “Os pais precisavam trabalhar, então a babá levava e buscava no CEI (Centro de Educação Infantil)”, explica a conselheira.

Uma mãe contou que parou de levar o filho de 2 anos. “Essa criança tem 2 anos e não anda. Há um mês, a mãe não leva mais, porque quando falava que ia levar, começava a chorar”, disse Mirian.

As famílias envolvidas serão atendidas no setor psicossocial, explica Mirian. Agora, as investigações seguem pela Polícia Civil.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

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