O Médico João Pedro da Silva Miranda Jorge, de 29 anos, que se envolveu em acidente de trânsito ao dirigir embriagado na madrugada de quinta-feira (8), em Campo Grande, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. É o terceiro acidente que o rapaz provoca desde 2017, quando matou a advogada Carolina Albuquerque Machado, 24 anos, no trânsito.

Audiência de custódia foi realizada na manhã de hoje (09) e a juíza Eucélia Moreira Cassal decretou a prisão preventiva, para garantir a manutenção da ordem pública.

O acidente que aconteceu no cruzamento das ruas Doutor Paulo Machado e Arquiteto Rubens Gil de Camilo, no bairro Santa Fé. O médico, que estava embriagado, dirigia uma caminhonete Amarok e atingiu um Corolla, que era conduzido por uma mulher.

Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas apresentava sinais de embriaguez, como odor etílico e olhos avermelhados. Além disso, o profissional de saúde estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida.

Na audiência, foi pedida a revogação da prisão por se tratar de crime culposo, ou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

A juíza considerou o fato do médico ser reincidente no mesmo tipo de crime, sendo condenado por um homicídio culposo na direção de veículo automotor, em grau de recurso, e estar respondendo a outro crime de lesão corporal culposa na direção de veículo.

“Diante disso, é certo que o autuado encontra-se em franca reiteração criminosa. As medidas diversas da prisão anteriormente impostas não se mostraram suficientes a impedir a prática de novos delitos da mesma natureza, inclusive”, disse a magistrada na decisão.

“A insegurança e instabilidade social com a libertação do autuado é patente, já que estaria o Estado permitindo e, com a sua liberdade, porque não dizer, incentivando, que continue transitando por Campo Grande, sem a observância das regras legais, colocando os filhos, os pais, as mães, os irmãos e todos os campo-grandenses em risco iminente no trânsito”, concluiu a juíza, ao converter a prisão em preventiva.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) informou, por meio de nota, que irá abrir sindicância em relação ao caso, para apuração dos fatos e devidas providências.

Reincidente

No dia 2 de novembro de 2017, na época com 23 anos, o estudante de medicina, João Pedro da Silva Miranda Jorge, colidiu com o carro da Bacharel em Direito, Carolina Albuquerque Machado, de 24 anos. No veículo também estava o filho dela, de 3 anos.

O acidente também aconteceu na Avenida Afonso Pena, próximo ao Shopping Campo Grande.  Na ocasião, João Pedro dirigia uma caminhonete Nissan Frontier em alta velocidade na avenida e também estava embriagado.

De acordo com investigações, a jovem teria furado o sinal vermelho, ao cruzar o canteiro da Avenida Afonso Pena. Logo depois, a caminhonete de João Pedro, que vinha em alta velocidade, atingiu o veículo da moça e o arrastou por vários metros.

O então universitário, chegou a ser preso, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 50 mil. Posteriormente ele foi condenado, mas está em liberdade enquanto não se esgotam os recursos.

Também em 2017, João se envolveu em outro acidente no trânsito, envolvendo bebida novamente. Em janeiro daquele ano, ele conduzia sua caminhonete Frontier quando atingiu um Fiat Uno, na Avenida Tamandaré com a Euler de Azevedo.

Nesta situação, o motorista também fugiu do local, deixando as vítimas, que foram posteriormente levadas para a Santa Casa, sem socorro.

 

Fonte: Correio do Estado

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