Com apoio da Suzano, iniciativa voluntária leva sala de aula até o campo em Três Lagoas (MS)

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O projeto Leitura no Campo tem incentivado a alfabetização e incentivo à leitura na operação florestal e vem ao encontro dos objetivos do Programa Suzano de Educação da companhia

Com o apoio da Suzano uma iniciativa voluntária tem colaborado para incentivar o fortalecimento da alfabetização e incentivo à leitura entre colaboradores e colaboradoras que atuam na operação florestal em Três Lagoas. O projeto Leitura no Campo, que está alinhado ao Programa Suzano de Educação, vem ao encontro do compromisso da empresa de contribuir com a melhora na qualidade do ensino nas regiões onde mantém operações.

“Na Suzano, temos um direcionador que diz ‘Gente que inspira e transforma’ e, por isso, é um orgulho termos uma iniciativa dessa sendo impulsionada por um colaborador em nossas operações florestais. A empresa acredita que a educação é o ponto de partida para qualquer transformação social e para a construção de uma sociedade menos desigual, o que passa por garantir o acesso a um ensino de qualidade não só na infância e adolescência, mas também na fase adulta. Sabemos que muitas pessoas não tiveram acesso à educação básica ou não puderam concluir os estudos. Ao abraçar a iniciativa, a companhia reforça seu compromisso para mudar essa realidade”, destaca Jansen Barrozo Fernandes, gerente executivo de Operações Florestais da Suzano.

O projeto nasceu em setembro de 2021, idealizada por José Wilson, operador de máquinas florestais, com o objetivo de colaborar com a melhora da escrita e leitura de alguns colegas de trabalho, e foi abraçada pela Suzano, que colaborou com a infraestrutura e materiais didáticos necessários para a implantação de salas de aulas no campo. Quando iniciado, o projeto contava com cerca de dez colaboradores(as). Hoje, são 22 colaboradores(as) de diferentes faixas etárias participando.

José Wilson sabe da importância da educação como ferramenta de transformação social. Vindo de uma família carente, ele recorda que não teve a oportunidade de estudar quando jovem, vindo a se formar somente na fase adulta. “Queria passar um pouco do que aprendi para quem também não pôde estudar quando jovem. Essa ideia ganhou forma quando fiz minha tese, foi quando nasceu o projeto Leitura no Campo. Depois apresentei para a Suzano e, com o apoio dos meus gestores, conseguimos concretizar e ampliar a iniciativa”, recorda o colaborador.

Otávio Augusto de Andrade, supervisor de Operações de Módulos Primarizados, foi um dos gestores que abraçaram a iniciativa ao lado de José Wilson e, desde então, vem colaborando para manter o projeto ativo com a vitalização dos materiais, mobilização das turmas, organização das formaturas. “Muitas pessoas não puderam estudar no passado por diversas situações, e hoje, a Suzano, além da oportunidade de trabalho, proporciona esse momento para que elas possam aprender. Então, além da segurança nas operações, da qualidade de vida, ainda tem o acesso à educação no ambiente de trabalho e temos muitos resultados positivos. Temos relatos de colaboradores(as) que estão realizando sonhos, como o de tirar a CNH, após o projeto. Isso nos motiva a ir em frente e ampliar o projeto para que possamos atender cada vez mais colaboradores(as)”, completa Andrade.

Sala de aula no campo

Para atender aos colaboradores(as) e incentivar os estudos, a empresa providenciou espaço coberto, mesas e cadeiras, material didático para as aulas (quadro branco, apostilas, etc) e materiais aos alunos, como cadernos, lápis, canetas e mochilas. As aulas são realizadas duas vezes por semana, após o almoço e têm duração média de 40 minutos.

Neste horário, os alunos e alunas participam de aulas de língua portuguesa – leitura e escrita – e matemática, buscando, sempre que possível, unir as duas matérias com temas que fazem parte do dia a dia de trabalho, como Meio Ambiente, Silvicultura e Segurança de Trabalho.

Entre as pessoas que participaram das aulas, está Nilma Ferreira da Silva, que hoje atua como voluntária ajudando no projeto. “Já conhecia o projeto quando entrei na Suzano, sabia que ele já tinha transformado a vida de colaboradores e colaboradoras e, depois que entrei, também a minha vida mudou bastante. Antes de participar das aulas, eu tinha muita dificuldade grande de leitura, de falar em público e a minha caligrafia não era boa. Hoje, minha leitura está em um bom desenvolvimento e já consigo participar de diálogo em grupos e atividades na empresa”, conta Nilma.

Programa Suzano de Educação

Entre os compromissos da Suzano está o de colaborar com a melhoria na qualidade do ensino das regiões onde mantém operações e aumentar em 40% o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) nos municípios prioritários até 2030. Para isso, a empresa mantém o Programa Suzano de Educação, que visa promover a melhora na qualidade do ensino por meio do engajamento de secretarias de educação, escolas, alunos, famílias e das comunidades.

A iniciativa está presente em 29 municípios nos cinco estados onde a empresa atua (BA, ES, MA, MS e SP) e tem como meta ampliar em 40% o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) até 2030.

Em Mato Grosso do Sul, o programa atua em seis municípios: Água Clara, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Três Lagoas. Ao todo, são 35 escolas participantes, que totalizam mais de 27 mil pessoas beneficiadas. Entre elas, 26,4 mil estudantes.

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