Ao discursar no Senado nesta segunda-feira (25), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) voltou a criticar o governo do presidente Lula. Para o senador, Lula defende o aborto, a maconha, valores contra a família e é amigo de ditadores. Como exemplo de pautas que seriam contrárias à família, Girão citou o suposto banheiro unissex em escolas e disse que o governo está se valendo do aparato estatal para fazer avançar a agenda de gênero, inclusive envolvendo estudantes menores de idade. Na avaliação de Girão, trata-se de um estelionato eleitoral, já que, na campanha do ano passado, Lula teria dito ser contra a maconha, o aborto e outras pautas.

“Quando a gente tentava dizer isso, o TSE multava a gente. A verdade pode demorar, mas aparece”, registrou o senador, que também criticou a saída do Brasil do Consenso de Genebra, declaração assinada em 2020 em que governos de dezenas de países condenam o aborto.

Girão ainda criticou a iniciativa do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, de acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) contra a divulgação do que a pasta classifica de fake news “já que, segundo o ministro, a orientação sobre banheiros (Resolução 2/2023, do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+) não é de autoria do ministério, como divulgado pelos deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Filipe Barros (PL-PR) nas redes sociais, e não cita banheiros unissex, e sim ‘de uso individual’, independente de gênero”. Para Girão, o fato de não ter a palavra unissex na orientação sobre banheiros não passa de “eufemismo”.

‘O governo quer, sim, a destruição da família, as drogas e a libertinagem completa. Esse governo é uma farsa. Não estamos mais numa democracia no Brasil’, afirmou.

Em aparte, o senador Sérgio Moro (União-PR) também criticou o governo. Para ele, é preciso garantir a imunidade das declarações dos parlamentares. Moro acrescentou que Lula é propagador de fake news e classificou o governo como “arbitrário”.

Argentina

Girão também relatou que esteve na Argentina no último fim de semana em um evento que teve como tema a “defesa da democracia”. Ele disse que vai falar mais sobre o assunto no discurso desta terça-feira (26), mas adiantou que vai denunciar “arbitrariedades” tanto do governo Lula quanto do STF.

 

Fonte: Agência Senado

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