A Suzano registrou prejuízo líquido de R$ 729 milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo o lucro líquido de R$ 5,448 bilhões apurado no mesmo período do ano passado, de acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira, 26.

Segundo a companhia, a variação é explicada em grande parte pela redução no resultado operacional (queda da receita líquida) e pela variação negativa no resultado financeiro, como resultado da desvalorização cambial sobre a dívida e sobre as operações com derivativos.

“Esses efeitos foram parcialmente compensados sobretudo pelo crédito de IR/CSLL diferidos, incidentes principalmente sobre os resultados negativos de variação cambial e operações com derivativos”, afirma a Suzano.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 3,695 bilhões, queda de 57% na comparação com o terceiro trimestre de 2022. Também houve queda de 6% em relação ao segundo trimestre deste ano.

Para justificar o recuo anualizado do Ebitda, a Suzano cita quatro razões: menor preço médio líquido da celulose em dólar (-33%), menor volume vendido (-10%), pela desvalorização do dólar frente ao real (-7%); e maior SG&A (+12%), sobretudo por maiores despesas administrativas decorrente de maiores gastos com pessoal (remuneração variável) e da incorporação das despesas como resultado da aquisição do negócio de tissue da Kimberly Clark no Brasil, conforme explicado anteriormente.

A receita líquida da Suzano de julho a setembro ficou em R$ 8 948 bilhões no período de julho a setembro, o que representa um recuo de 37% na comparação anualizada e de 2% ante o trimestre anterior.

 

Fonte: Estadão

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