No desenrolar do caso que chocou a população de Campo Grande, o sobrinho do principal suspeito de um assassinato brutal compareceu às autoridades policiais na última terça-feira (21). Talles Silva dos Santos, 19 anos, está vinculado ao caso de Wagner Vicente Pereira da Silva, cujo corpo foi encontrado enterrado nos fundos de uma residência no Bairro Amambaí.

Após prestar depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Talles teve sua prisão preventiva decretada por decisão judicial.

Junto com Talles, outras pessoas envolvidas no crime também foram detidas e interrogadas pela Polícia Civil. Andres Adonis Fajardo Lovera, 29 anos, e Maria Nazaré Carneiro da Silva, 50, foram presos, sendo que Maria Nazaré teve fiança estipulada em um salário mínimo.

De acordo com informações obtidas pela reportagem do Campo Grande News, Wagner mantinha um relacionamento amoroso com Everson dos Santos Alencar, proprietário da residência onde o crime ocorreu. Além disso, Everson também tinha uma relação ocasional com Andres, apontado como cúmplice na ocultação do corpo.

Os relatos dos suspeitos à polícia indicam que Wagner era um usuário de drogas e vivia nas ruas, sendo sustentado por Everson. Nos dias que antecederam o crime, Wagner foi visto circulando em veículos diferentes e com roupas novas, despertando ciúmes em seu companheiro.

O crime aconteceu no domingo (19), quando Everson, Talles e Andres estavam consumindo álcool e uma mensagem de WhatsApp desencadeou o plano macabro. A mensagem, que estava no celular de Everson, mas destinada a Wagner, agendava um encontro amoroso.

O trio então preparou uma cova rasa nas proximidades do local, cavada ao lado de um tanque em um corredor estreito, uma área de serviço pequena. Mais tarde, encontraram Wagner usando drogas perto do Horto Florestal e o persuadiram a ir para a casa.

Dentro da residência, Everson confrontou Wagner sobre um suposto furto na propriedade e também sobre assédio a Andres. Diante das acusações, a vítima confessou, o que levou a um confronto e, em seguida, ao estrangulamento por parte dos três agressores, usando um fio elétrico. Após a execução, colocaram o corpo na cova em posição fetal, amarrado com cordas de varal.

Maria Nazaré, vizinha da casa e funcionária de uma funerária, mantinha contato com Everson e é apontada como a pessoa que orientou o esconderijo do corpo após o assassinato. Segundo investigações, ela instruiu o trio a comprar cal para mascarar o odor.

No local, a polícia apreendeu 8 kg de cal, 20 kg de areia, 20 kg de pedra e 20 kg de cimento, próximos à cova onde o corpo de Wagner foi encontrado enterrado. A perícia criminal esteve presente realizando diligências no local do crime.

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