Conforme o último levantamento, são 1.483 espécies catalogadas nas florestas da companhia no Estado, o que corresponde a um aumento de 6,3% (88 espécies a mais) em comparação ao ano anterior

O Programa de Monitoramento da Biodiversidade da Suzano catalogou 107 novas espécies da fauna e da flora em áreas florestais (plantadas e de preservação ambiental) da companhia em Mato Grosso do Sul no ano passado. Entre as espécies identificadas, estão cuíca-pequena (Cryptonanus agricolai), também conhecida como catita, e jararaca caiçara (Bothrops moojeni), além de diversas gramas e arbustos do Cerrado. Com o novo levantamento, publicado no Resumo de Plano de Manejo da Suzano de 2022, o número de espécies catalogadas em áreas florestais da Suzano saltou de 1.395, em 2021, para 1.483 em 2022, o que corresponde a um aumento de 6,3%. Deste total, 669 espécies são de plantas e 784 de animais silvestres.

 “Este aumento no número de espécies identificadas vem ao encontro do propósito da companhia, que é o de renovar a vida a partir da árvore, e ao nosso compromisso de contribuir para a conservação da biodiversidade nas regiões onde a empresa mantém operações. Estamos sempre em busca de melhorias nos nossos processos e programas de conservação ambiental e, recentemente, incluímos em nossos monitoramentos também espécies rasteiras da flora do Cerrado. Essas ações visam garantir que, graças ao nosso plano de manejo sustentável, nossas florestas plantadas e áreas de conservação ambiental sigam como habitats de muitas espécies da nossa fauna”, destaca Renato Cipriano Rocha, coordenador de Meio Ambiente Florestal da Unidade de Três Lagoas.

 De acordo com o gestor, as espécies cuíca-pequena e jararaca-caiçara chamam a atenção pela carência de informações e pelo poder de camuflagem, respectivamente. A cuíca-pequena consta na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) com dados insuficientes para análise sobre grau de ameaça. Uma das dificuldades em catalogar a cuíca-pequena está no tamanho dessa espécie: de 82 a 89 milímetros de comprimento da cabeça e corpo, podendo chegar a 100 milímetros, levando em consideração a cauda.

 Já a espécie da jararaca-caiçara chama a pela atenção pela importância para a medicina brasileira. Distribuída principalmente na região Central do Brasil, a espécie é conhecida pelo poder de seu veneno, mas que, paralelamente, gera interesse médico por poder ser utilizado para a produção do sono antiofídico.   A espécie também figura na lista de animais ameaçados.

 Espécies identificadas

Ainda conforme os dados do Programa de Monitoramento, de 2007, quando o programa foi implantado, até 2022, foram catalogadas 784 espécies de animais silvestres, sendo 400 aves, 136 de artrópodes, 96 espécies de mamíferos, 59 répteis e 53 peixes.

 Deste total, 32 figuram na lista de espécies ameaçadas de extinção pela IUCN e 34 ameaçadas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), sendo oito plantas, 20 mamíferos, quatro aves, um peixe e um artrópode. Entre as espécies ameaçadas encontradas nas florestas da Suzano em Mato Grosso do Sul, estão: tamanduá-bandeira, lobo-guará, anta, gato-palheiro, mutum-de-penacho, tatu-canastra, queixada, gato-do-mato e raposinha.

 A Suzano mantém uma base florestal de 599,996 mil hectares, dos quais 143,129 mil hectares são destinados exclusivamente à conservação ambiental. O Resumo do Plano de Manejo da Suzano pode ser acessado pela página: https://www.suzano.com.br/a-suzano/documentos/?tag=manejo-florestal-sustentavel

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