Na tarde de quarta-feira (06/12), uma operação conduzida pela Polícia Civil da 1ª Delegacia de Polícia e pela Seção de Investigação Geral (S.I.G.) de Três Lagoas resultou na recuperação de uma extensa quantidade de materiais de construção, supostamente provenientes de golpes de estelionato. Além disso, a ação culminou na prisão de indivíduos suspeitos de receptação desses produtos ilicitamente adquiridos.

O desenrolar da operação teve início após denúncias e registros de uma série de golpes e fraudes perpetrados contra duas empresas do ramo da construção na cidade. Segundo informações, indivíduos se passando por fazendeiros locais convenciam os comerciantes a fornecer materiais, usando dados falsos para elaborar notas fiscais. Posteriormente, os golpistas carregavam os materiais sem efetuar o pagamento, entregando-os a receptadores em residências diversas.

Após meticulosas investigações, os policiais desvendaram uma rede criminosa envolvendo estelionato e receptação atuando clandestinamente na região.

A operação resultou na recuperação de uma variedade de itens de construção em diferentes áreas da cidade, incluindo postes de eucalipto, vigas, telhas, cimento e outros materiais, totalizando um prejuízo estimado em mais de R$25.000,00 para os comerciantes locais. A rápida intervenção da Polícia Civil foi crucial para evitar a inserção desses produtos no mercado ilegal, prevenindo danos aos comerciantes e consumidores. Além disso, a colaboração entre as delegacias possibilitou a recuperação de mais materiais em Aparecida de Taboado, que também foram adquiridos de forma ilícita.

Durante a operação, quatro suspeitos de receptação foram detidos e encaminhados à Delegacia para prestar esclarecimentos. Posteriormente, foram liberados mediante termo de compromisso. A investigação segue em curso com o intuito de identificar outros envolvidos na organização criminosa.

Diante do ocorrido, a Polícia Civil alerta a população para evitar a aquisição ou ocultação de objetos sem comprovação de origem, especialmente se oferecidos a preços significativamente abaixo do mercado. Tais práticas podem configurar crimes de receptação culposa ou dolosa, sujeitando os infratores a penas que variam de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa.

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