Filho de desembargadora é preso em SP e vai cumprir sentença de 8 anos e 10 meses por tráfico

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Preso no interior de São Paulo, Breno Fernando Solon Borges, 44 anos, vai cumprir a pena de oito anos e dez meses de prisão por tráfico de drogas e de munições. Filho da ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargadora aposentada Tânia Garcia de Freitas Borges, ele foi preso após a Polícia Militar de SP o parar em uma blitz com veículo com licenciamento vencido e descobrir o mandado de prisão em aberto.

De acordo com o site São Bento em Foco, ele foi detido na tarde de sábado (24) durante uma abordagem em Atibaia, no interior de São Paulo. A equipe do 1º Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep) recapturou Breno Fernando durante uma abordagem policial. Ele e um passageiro estavam em um veículo com licenciamento em atraso.

O mandado de prisão contra Breno, que estava trabalhando como serralheiro, foi emitido em maio do ano passado pelo juiz Eduardo Augusto Alves, da Vara Única de Água Clara. O magistrado determinou a execução da pena após a sentença ser mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e pelo Superior Tribunal de Justiça.

O filho da magistrada foi preso em flagrante com 129 quilos de maconha e centenas de munições de fuzil 762 e pistola 9 mm em abril de 2017. O parentesco dele com a então presidente do TRE transformou o caso em escândalo nacional.

A situação ficou mais complicada após a sua mãe, ao usar o cargo e influência como desembargadora, para agilizar a sua retirada do Presídio de Segurança Média de Três Lagoas em julho de 2017. Ela teria usado ainda pessoal e veículo da Polícia Civil.

O caso levou o Conselho Nacional de Justiça a punir a desembargadora com a aposentadoria compulsória. A punição e a polêmica impediram Tânia Borges de fazer história ao ser a primeira mulher a assumir a presidência do Tribunal de Justiça em 2019.

Ele foi condenado a pena de dois anos de prestação de serviços à comunidade por porte ilegal de arma de fogo, segundo sentença da juíza May Melke Amaral Pentado Siravegna, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande.

Em outra sentença, Breno também foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por integrar organização criminosa e lavagem e dinheiro em 19 de novembro de 2018 pela juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, da 2ª Vara Criminal de Três Lagoas. A sentença ainda não transitou em julgado.

 

Fonte: O Jacaré

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