O PSDB de Mato Grosso do Sul definiu sua nova executiva estadual, com mandato de 8 de dezembro de 2025 a 7 de dezembro de 2026, e a composição já repercute nos bastidores da política sul-mato-grossense. Os deputados estaduais da sigla Pedro Caravina, Mara Caseiro e Zé Teixeira não integram o diretório, fato que expôs fissuras internas e reposicionou forças dentro do partido. Apenas Jamilson Name e Lia Nogueira aparecem como membros.
A presidência ficou com Humberto Rezende Pereira, enquanto o deputado federal Beto Pereira, que foi o principal articulador da reconstrução do diretório, aparece como figura de transição no comando político da legenda. Beto assumiu a linha de frente do processo, mas pode deixar o PSDB durante a janela partidária de 2026, conforme prevê o calendário eleitoral. Caso isso se confirme, o comando estadual será automaticamente transferido ao vice-presidente eleito, Geraldo Resende Pereira.
A possível mudança de Beto Pereira para outra legenda, somada às disputas internas, vem criando ruídos entre correligionários. O clima se intensificou nas últimas semanas, especialmente porque o deputado federal Geraldo Resende, que tenta reorganizar o ninho tucano, tem protagonizado conflitos frequentes com lideranças estaduais, segundo relatos de integrantes da própria sigla.
Apontado como o futuro comandante do diretório caso Beto deixe o PSDB. Diante da pressão interna e da falta de unidade entre filiados, Geraldo chegou a encaminhar a imprensa, na semana passada, o contato do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, afirmando que não responderia mais sobre o assunto e direcionando qualquer questionamento à instância nacional. O gesto foi interpretado como sinal de desgaste e isolamento dentro da estrutura partidária.
A exclusão dos deputados estaduais da composição também se explica pelo ambiente de disputa interna. Pedro Caravina, que manifestou interesse em assumir a presidência do PSDB-MS, acabou retirando seu nome para evitar ampliar a crise e a “indisposição” com o grupo que articulava a nova executiva. A decisão teria sido tomada para evitar um cabo de guerra direto com Geraldo Resende, que acabou prevalecendo no processo.
A nova composição do diretório
A executiva válida até dezembro de 2026 ficou assim definida:
Presidente: Humberto Rezende Pereira
Vice-Presidente: Geraldo Resende Pereira
Secretário-Geral: Dagoberto Nogueira Filho
Primeiro Secretário: Juari Lopes Pinto
Tesoureiro: Paulo José Araújo Corrêa
Membros: Flávio Pereira Moura, Jamilson Lopes Name, Leandro Ferreira Luiz Fedossi, Leonardo Costa de Arruda, Márcia Regina do Amaral Schio, Maria Imaculada Nogueira, Marçal Gonçalves Leite Filho, Ricardo José Senna, Rogelhio Massud Junior, Silvio Eduardo Alves Pena e Victor Rocha Pires de Oliveira.










