A Operação Ano Novo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada no período de 27 de dezembro de 2025 a 1º de janeiro de 2026, registrou um cenário trágico nas estradas brasileiras. Durante os seis dias de fiscalização intensificada, 1.146 acidentes foram contabilizados em rodovias federais, resultando na morte de 109 pessoas e deixando 1.315 feridos.
Os dados, divulgados pela PRF, revelam uma realidade preocupante e repetitiva. O balanço é quase idêntico ao do feriado de Natal (20 a 25 de dezembro de 2025), quando 1.187 acidentes causaram 111 óbitos e 1.311 ferimentos. A proximidade entre os indicadores dos dois feriados prolongados acende um alerta sobre a recorrência da violência no trânsito em momentos de alto movimento nas rodovias.
Segundo a PRF, as principais causas dos sinistros continuam sendo as infrações previsíveis e combatidas constantemente pelas campanhas educativas e pela fiscalização:
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Excesso de velocidade;
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Ultrapassagens em locais proibidos;
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Falta de atenção ao volante;
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Consumo de álcool associado à direção.
A operação teve como objetivo justamente reforçar a segurança viária neste que é um dos períodos de maior movimento nas estradas, com foco na prevenção de infrações e na redução da gravidade dos acidentes.
O impacto desses números nacionais se reflete de forma dramática nas estradas de cada estado. Em Mato Grosso do Sul, um grave acidente na BR-163, no dia 2 de janeiro, já dentro do contexto do feriado, resultou na morte de uma mulher e deixou outras 12 pessoas feridas. O caso, que mobilizou equipes de resgate e forças de segurança, ilustra a materialização da estatística e reforça a importância da condução responsável, especialmente em datas de maior deslocamento.
Diante dos números, a PRF reafirma que o respeito às leis de trânsito é o pilar fundamental para a redução de mortes nas estradas. Medidas simples, porém vitais, são reiteradas:
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Uso obrigatório do cinto de segurança por todos os ocupantes do veículo;
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Estrita observância dos limites de velocidade;
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Absoluta sobriedade ao dirigir (não consumir álcool e dirigir).
As autoridades reforçam que a escolha por uma direção segura e consciente é, em última instância, uma escolha pela preservação da vida, própria e dos outros, transformando cada viagem em um deslocamento de chegada segura, e não em uma estatística.










