Em um movimento estratégico para enfrentar o desafio do crescimento urbano, a Prefeitura de Brasilândia avançou na última semana nas tratativas com o Governo do Estado para ampliar e estruturar políticas públicas de habitação. O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços, Felipe Augusto Souto, representando a prefeita Márcia Amaral, esteve em reunião técnica na Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul (AGEHAB/MS) para discutir programas que possam responder ao acelerado crescimento demográfico do município, impulsionado pela chegada de novas indústrias e pela pressão no mercado imobiliário local.
O encontro, ocorrido na sede da AGEHAB, teve como foco central a busca por alternativas concretas para ampliar o acesso da população à moradia digna. Entre os pontos discutidos, destacou-se o Convênio Habitacional 60/40, modelo no qual o Estado assume 60% dos custos das obras e o município os 40% restantes. Durante a reunião, a equipe técnica estadual orientou sobre a necessidade de ajustes no plano de trabalho, com ênfase na elaboração de um cronograma detalhado de execução – medida que a Prefeitura de Brasilândia já começou a implementar através de seus setores técnicos.
“O crescimento que estamos vivendo é uma conquista, mas traz desafios que precisamos enfrentar com planejamento. A habitação é um deles. Estamos trabalhando para transformar o desenvolvimento econômico em qualidade de vida real para as famílias”, afirmou o secretário Felipe Souto, em entrevista após o encontro.
Um dos aspectos mais sensíveis abordados foi a destinação das unidades habitacionais. A orientação recebida pela equipe brasilandense foi no sentido de priorizar instrumentos que garantam a função social da moradia, como termos de doação com cláusulas bem definidas, evitando futuros problemas de inadimplência ou uso inadequado do patrimônio público. A fiscalização social também foi apontada como fundamental para assegurar que os imóveis beneficiem efetivamente as famílias em situação de vulnerabilidade.
Outro avanço significativo foi a discussão sobre o Programa Bônus Moradia, subsídio estadual que pode injetar até R$ 17 mil por unidade em novos empreendimentos. Brasilândia se enquadra nos critérios do programa, e a gestão municipal busca agora articular essa verba com recursos federais e incentivos locais, formando uma combinação de forças que possa reduzir substancialmente o custo final dos imóveis para as famílias.
A prefeita Márcia Amaral, que tem colocado a habitação como uma das prioridades de sua gestão, reforçou a importância do diálogo interinstitucional. “Não estamos apenas construindo casas; estamos construindo comunidades, dignidade e futuro. Essa articulação com o Estado é fundamental para que possamos oferecer respostas à altura das necessidades do nosso povo, com planejamento, transparência e justiça social”, declarou a gestora.
Enquanto as tratativas seguem nos gabinetes técnicos, nas ruas de Brasilândia o tema ganha urgência. O aumento da população, atraída pelas oportunidades de emprego, pressiona o mercado de aluguel e revela a necessidade de políticas habitacionais que não apenas construam paredes, mas alicerces para uma cidade mais justa e acolhedora. A reunião na AGEHAB representa, assim, mais do que uma negociação: é o reconhecimento de que o direito à moradia precisa andar no mesmo passo acelerado do desenvolvimento econômico.











