Avião carregado com quase meia tonelada de cocaína faz pouso forçado em fazenda de MS

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 Um avião modelo A-29 Super Tucano, carregado com aproximadamente 447 quilos de pasta base de cocaína, fez um pouso forçado no fim da tarde do último sábado (31), em uma fazenda do município de Porto Murtinho, fronteira com o Paraguai. A Polícia Federal (PF) assumiu as investigações do caso, que envolve o narcotráfico internacional.

De acordo com informações da Força Aérea Paraguaia (FAP), a aeronave, de matrícula boliviana, foi inicialmente detectada por radares ao sobrevoar a cidade de Concepción, no território paraguaio, sem autorização. A FAP tentou uma interceptação, mas o piloto, ao ser questionado sobre a identificação, fugiu em direção à fronteira com o Brasil.

O general Julio Rubén Fullaondo Céspedes, comandante da FAP, detalhou à imprensa paraguaia que houve uma janela de cerca de nove minutos entre a detecção no radar e a tentativa de interceptação, antes que o avião adentrasse o espaço aéreo brasileiro.

Após a aeronave cruzar ilegalmente a fronteira, a Força Aérea Paraguaia imediatamente comunicou o ocorrido à Força Aérea Brasileira (FAB) e à Força Aérea Boliviana (FAB).

No momento do pouso forçado em solo brasileiro, o piloto conseguiu abandonar a aeronave e fugiu do local. Até o momento, não há informações sobre sua identidade, paradeiro ou sobre a possível presença de outras pessoas envolvidas no voo.

Ao chegarem ao local, a Força Tática da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e o Departamento de Operações de Fronteira encontraram, dentro da aeronave, os 447 quilos da droga, além de um aparelho de GPS. A carga foi apreendida e o avião, tombado.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que deve apurar a rota da droga, a origem da aeronave e a rede criminosa por trás do transporte. A operação evidencia a sofisticação e os recursos utilizados pelo narcotráfico na região da tríplice fronteira, empregando até mesmo aeronaves de maior desempenho para o transporte de grandes cargas de entorpecentes.

As autoridades brasileiras, paraguaias e bolivianas devem manter a cooperação para desarticular a organização responsável pelo episódio. O piloto segue foragido e é considerado peça-chave para elucidar os detalhes da operação.

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Edição 271