A 2ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB-MS), com sede em Três Lagoas, manifestou profundo pesar pelo falecimento de Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, morto a tiros na tarde de terça-feira (24) em Campo Grande. O crime teria sido cometido pelo ex-prefeito da capital, Alcides Bernal, em meio a uma disputa pela posse de um imóvel arrematado em leilão.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (25), a entidade informou que Roberto Mazzini foi inscrito nos quadros da OAB/MS até seu ingresso no serviço público. Ele era pai do advogado Gabriel Mazzini, procurador da Câmara Municipal de Três Lagoas.
O velório ocorre no Cemitério Parque das Primaveras, em Campo Grande, e o sepultamento está marcado para as 15 horas desta quarta-feira no mesmo local.
Na nota, a OAB-MS repudiou veementemente o ato brutal de violência e clamou por justiça e rigor nas investigações. “Externamos nossa solidariedade aos familiares e amigos, desejando-lhes força e conforto nesse momento de dor, enquanto repudiamos veementemente esse ato brutal de violência, clamando por justiça e rigor nas investigações, para que o autor dessa barbárie seja efetivamente responsabilizado”, diz o texto.
A nota é assinada pelo Conselho da 2ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, que abrange os municípios de Três Lagoas, Brasilândia e Selvíria.
Roberto Carlos Mazzini era fiscal tributário da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MS), concursado desde 2008. Ele foi morto após notificar Alcides Bernal para desocupar uma mansão no centro de Campo Grande, arrematada pelo servidor em leilão por pouco mais de R$ 2,4 milhões. O ex-prefeito se apresentou à polícia e alega legítima defesa. O caso foi registrado como homicídio simples e aguarda audiência de custódia.
Confira a nota na íntegra:











