Anvisa determina apreensão do autoinjetor Epipen e proíbe outros medicamentos irregulares

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última quinta-feira, a apreensão do autoinjetor de adrenalina Epipen, após identificar a comercialização do produto importado sem registro sanitário no país. A medida inclui a proibição de armazenamento, venda, distribuição, propaganda e transporte do medicamento.

Segundo a Agência, a decisão foi motivada pela oferta irregular do Epipen pela rede Farmácia Pague Menos. Por não possuir autorização da Anvisa, o produto é considerado clandestino, o que significa que não há garantias quanto à sua composição, procedência, eficácia ou segurança. O Epipen é utilizado em emergências para tratar reações alérgicas graves, como o choque anafilático.

Fitoterápico também é alvo da fiscalização

Além do Epipen, a fiscalização também atingiu o fitoterápico Extrato de Valeriana – Foglie Di Tè, fabricado pela empresa Aldeia Produtos Naturais. O produto não possui licença sanitária e teve todas as suas atividades proibidas, incluindo fabricação, comercialização, uso e divulgação.

Medicamentos importados irregulares

Outros medicamentos também foram alvo da medida: Lucielo 50 (Eltrombopag Olamina 50 mg) e Luciale 150 mg (Cloridrato de Alectinibe), importados e distribuídos pela Oncomed Distribuidora de Medicamentos e Importação Ltda. Ambos não possuem registro na Anvisa e, por isso, devem ser recolhidos do mercado. Esses remédios são usados no tratamento de condições oncológicas, o que torna a irregularidade ainda mais grave.

Alerta à população

A Agência reforça que o consumo de medicamentos sem registro representa risco à saúde pública, já que não há garantias sobre a qualidade, a eficácia e a segurança desses produtos. A Anvisa orienta que consumidores e profissionais de saúde verifiquem a situação regular dos medicamentos no site da agência e denunciem práticas irregulares pelos canais oficiais.

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Edição 276