PF deflagra segunda fase da Operação Lucro Espúrio contra fraudes no RU da UFMS em Três Lagoas

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9), a segunda fase da operação “Lucro Espúrio”, com o objetivo de combater crimes de fraude em licitações e contratos administrativos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) no campus de Três Lagoas. As investigações apontam irregularidades no fornecimento de refeições subsidiadas pelo governo federal aos alunos no Restaurante Universitário (RU) da instituição.

Nesta manhã, os agentes federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de sequestro, arresto e bloqueio de cerca de R$ 6 milhões em bens móveis e imóveis pertencentes aos indiciados e a empresas envolvidas. O Juízo Federal da 3ª Vara de Campo Grande (MS) também deferiu medidas cautelares pessoais alternativas à prisão.

Entre as sanções aplicadas, estão a proibição de contratar com o Poder Público e a suspensão dos contratos administrativos vigentes. Apesar das medidas, o RU permanece em funcionamento normal.

Histórico de interdição e nova empresa

Em 2025, o Restaurante Universitário chegou a ficar interditado por seis meses, após determinação do Ministério Público Federal (MPF), que já investigava supostas irregularidades na contratação da antiga empresa responsável pelo fornecimento dos alimentos.

Na primeira fase da operação, a PF apreendeu carteirinhas de cerca de 150 alunos, que eram utilizadas diariamente para simular uma falsa aquisição de refeições subsidiadas – prática que indicava desvio de finalidade dos recursos públicos.

Posicionamento da UFMS

Procurada pela reportagem, a assessoria da UFMS enviou nota oficial sobre o caso. A universidade afirmou ter sido a própria instituição a identificar os indícios de irregularidades e a comunicar os órgãos de controle.

“A UFMS agradece à Polícia Federal, assim como ao MPF e à CGU, por todo o trabalho e dedicação na investigação iniciada em fevereiro de 2025 em decorrência da comunicação realizada pela própria universidade. Na época, a UFMS identificou indícios de irregularidades na execução do serviço, cancelou o contrato e, ato contínuo, com base na recomendação da Procuradoria Federal da UFMS, junto à AGU, solicitou à PF, ao MPF e à CGU a apuração que completa 14 meses na data de hoje. O serviço no Restaurante Universitário na UFMS de Três Lagoas atualmente é realizado por nova empresa licitada e fornece café da manhã, almoço e jantar aos estudantes.”

A investigação segue em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados.

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Edição 276