Após show do Guns N’ Roses em Campo Grande, Procon investiga falhas na entrega de serviços; 17 reclamações já foram registradas

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Quase uma semana após o show da banda Guns N’ Roses em Campo Grande, o evento continua gerando desdobramentos. O Procon Mato Grosso do Sul abriu uma investigação depois de receber pelo menos 17 reclamações formais de consumidores. De acordo com o órgão, a maioria dos prejudicados — cerca de 76% — tentou resolver o problema diretamente com a empresa responsável pelo evento antes de buscar ajuda oficial, mas não obteve solução.

Entre as reclamações registradas no Procon, destacam-se falhas na entrega do serviço, incluindo ingressos que não teriam sido disponibilizados corretamente aos compradores, dúvidas sobre o contrato e a forma como o evento foi oferecido aos consumidores, além de relatos de pessoas que afirmam não ter conseguido acessar o show mesmo após a compra das entradas. Diante da situação, o Procon instaurou um procedimento de investigação preliminar para apurar se houve falhas por parte da empresa organizadora. Após ser notificada, a produtora terá prazo de até 20 dias para apresentar esclarecimentos. O órgão informou que segue acompanhando o caso e orienta que consumidores que se sentiram prejudicados formalizem a reclamação, para garantir seus direitos.

O que era para ser uma noite de festa acabou marcado por transtornos logísticos. O show foi realizado no Autódromo de Campo Grande, localizado na BR-262. Na noite do evento, fãs enfrentaram mais de três horas de congestionamento para chegar ao local. Parte do público desistiu de esperar dentro dos veículos e percorreu mais de 10 quilômetros a pé para tentar assistir à apresentação. O show, que estava previsto para começar às 20h30, só teve início por volta das 22h. Mesmo após o início da apresentação, o congestionamento na rodovia ainda ultrapassava 6 quilômetros. A expectativa dos organizadores era de público de 35 mil pessoas, mas por volta das 21h, cerca de 16 mil já haviam conseguido entrar, enquanto milhares ainda estavam no trânsito — o que fez com que muitos perdessem parte significativa do espetáculo.

O acesso ao evento foi feito por uma única via, a BR-262. A Polícia Rodoviária Federal montou um esquema de trânsito, mas o fluxo intenso não foi suficiente para evitar o congestionamento. O público utilizou carros, aplicativos, ônibus e vans fretadas para chegar ao local. Não houve oferta de transporte coletivo específico para o evento, o que agravou a situação. Em nota, a empresa responsável pela organização, Santo Show, afirmou que, apesar de mais de três meses de planejamento, o acesso ao local foi insuficiente para a demanda. A empresa não se manifestou especificamente sobre as reclamações formais registradas no Procon. O Procon MS orienta que consumidores que se sentiram prejudicados — seja por não terem conseguido acessar o evento, por problemas com ingressos ou por falhas na prestação do serviço — formalizem suas reclamações no órgão. O canal de atendimento está disponível para registro de novas queixas, que podem subsidiar a investigação em curso.

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Edição 277