{"id":19337,"date":"2023-05-29T13:21:49","date_gmt":"2023-05-29T16:21:49","guid":{"rendered":"https:\/\/expressaoms.com.br\/?p=19337"},"modified":"2023-05-29T13:22:59","modified_gmt":"2023-05-29T16:22:59","slug":"era-tranquila-foi-surpresa-dizem-vizinhos-de-idosa-que-esquartejou-marido-em-selviria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/2023\/05\/29\/era-tranquila-foi-surpresa-dizem-vizinhos-de-idosa-que-esquartejou-marido-em-selviria\/","title":{"rendered":"&#8220;Era tranquila, foi surpresa&#8221;, dizem vizinhos de idosa que esquartejou marido em Selv\u00edria"},"content":{"rendered":"<p>Era uma pessoa tranquila, foi surpresa&#8221;. Assim descreveram os vizinhos de Aparecida Graciano de Souza, de 61 anos, presa ap\u00f3s confessar que matou e esquartejou o marido, Ant\u00f4nio Ricardo Cantarin, 64, no Bairro V\u00e9stia, em Selv\u00edria, a 404 km de Campo Grande. Aparecida passou por audi\u00eancia de cust\u00f3dia neste domingo (28) e teve a pris\u00e3o convertida em preventiva pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo os moradores do bairro pequeno, que fica a cerca de 2 km distante do per\u00edmetro urbano de Selv\u00edria, a idosa era uma pessoa tranquila. &#8220;Vinha bastante aqui lavar o carro, conversava, era uma pessoa tranquila. Ningu\u00e9m imaginava que faria isso&#8221;, descreve o dono de um lava a jato, que pediu para ter o nome preservado por medo.<\/p>\n<p>Dona de um espetinho, que tamb\u00e9m preferiu n\u00e3o divulgar o nome, contou que conhecia Aparecida. A idosa frequentava o local, na maioria das vezes sem Ant\u00f4nio. &#8220;Era tranquila, bebia a cerveja dela, comia espeto e quando ele vinha ficava no carro&#8221;, descreve a comerciante. &#8220;Foi surpresa para a gente, ela n\u00e3o tinha cara de fazer essas coisas n\u00e3o&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Outra vizinha contou que Aparecida se demonstrava uma mulher calma e &#8220;sempre conversando&#8221;. Ela disse que sempre passava em frente ao im\u00f3vel e ouvia o casal conversando, mas na \u00faltima semana, estranhou o sil\u00eancio na casa. &#8220;Essa semana que aconteceu isso, eu n\u00e3o estava mais ouvindo eles conversando, achei que ele tinha ido embora&#8221;, diz.<\/p>\n<h2>Entenda<\/h2>\n<p>Os conhecidos do casal j\u00e1 desconfiavam do sumi\u00e7o de Ant\u00f4nio Ricardo. Contudo, n\u00e3o imaginavam que Aparecida teria matado o marido. A desconfian\u00e7a aumentou quando a idosa contou que familiares de Ant\u00f4nio teriam chegado de madrugada e levado ele para S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP) para fazer tratamento. Ele era v\u00edtima de AVC (Acidente Vascular Cerebral).<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, mesmo com as estranhezas contadas aos vizinhos e o sumi\u00e7o do idoso, Aparecida continuou seus afazeres normalmente durante a semana e, segundo ela mesmo conta, &#8220;conseguia conversar com as pessoas sem qualquer sentimento&#8221;.<\/p>\n<p>O que mudou tudo foi o achado do tronco do idoso, em uma mala na noite do dia 25, \u00e0s margens da BR-158. Foi ent\u00e3o que a pol\u00edcia passou a investigar.<\/p>\n<p>Uma vizinha que limpava a casa dos idosos por algumas vezes relatou que no im\u00f3vel havia bastante retalho. Quando o investigador mostrou os retalhos que foram encontrados junto ao tronco na mala, a vizinha confirmou que se tratava dos mesmos que Aparecida usava. Questionada, a idosa acabou confessando o assassinato.<\/p>\n<h2>Planejado<\/h2>\n<p>Aparecida relata que estava com Ant\u00f4nio h\u00e1 dois anos e mantinha os cuidados ao marido. Contudo, segundo relata, estava cansada de n\u00e3o ser valorizada. Segundo a mulher, Ant\u00f4nio dizia que ela o roubava e fazia amea\u00e7as. Ent\u00e3o, decidiu mat\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 de segunda-feira, 22 de maio, foi at\u00e9 uma loja agropecu\u00e1ria e comprou veneno de rato. Ela lembrou que um dia a irm\u00e3 tomou e quase morreu, ent\u00e3o decidiu dar ao marido. Voltou para casa e com argumento que ele precisava tomar rem\u00e9dio, deu o veneno.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio permaneceu deitado e, &#8220;de cinco em cinco minutos&#8221;, Aparecida conta que ia ao quarto para saber como ele estava. No in\u00edcio da noite, constatou que havia morrido. Na manh\u00e3 seguinte, 23 de maio, ela esquartejou ele sobre a cama forrada com saco pl\u00e1stico. Para que o sangue n\u00e3o se espalhasse, pegou v\u00e1rios panos para ir secando.<\/p>\n<p>Aparecida, ent\u00e3o, come\u00e7ou a cortar a cabe\u00e7a, membros superiores e inferiores, sendo colocados em sacos separados e guardados em um freezer. J\u00e1 o tronco, foi colocado na mala. \u00c0 pol\u00edcia, contou que sempre matou porco e &#8220;sabe bem como fazer&#8221;.<\/p>\n<p>No dia seguinte, 24, o corpo come\u00e7ou a feder e Aparecida chamou dois conhecidos para carregar a mala. Ela relata que n\u00e3o aguentou o peso e, como fazia tapetes para vender, alegou aos dois homens que se tratava de retalhos de tecido. Eles questionaram o fedor e ela inventou que havia jogado veneno de rato e provavelmente havia ratos e morcegos mortos na mala.<\/p>\n<p>Os homens, ent\u00e3o, ajudaram a mulher e colocaram a mala no carro. Ela deu carona e deixou eles em casa, seguindo sozinha at\u00e9 o ponto onde a mala foi encontrada, na BR-158. L\u00e1, desceu at\u00e9 o carro n\u00e3o ser mais visto na rodovia e deixou a mala.<\/p>\n<p>Na quinta-feira, 25, pegou as outras partes que estavam em sacos no freezer e colocou dentro do carro. Contudo, o ve\u00edculo n\u00e3o pegou e ela teve que devolver ao refrigerador. O mec\u00e2nico foi chamado, arrumou o carro e somente na sexta-feira (27) ela conseguiu seguir com o plano.<\/p>\n<p>A mulher colocou as partes novamente no ve\u00edculo e saiu na rodovia, sentido a Tr\u00eas Lagoas, procurando &#8220;um lugar mais f\u00e1cil para esconder&#8221;. Em determinado local, achou um barranco e jogou os sacos. Em seguida, urinou perto de uma \u00e1rvore e voltou para casa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre>Fonte: Campo Grande News\r\nFoto: Fatos MS<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era uma pessoa tranquila, foi surpresa&#8221;. 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