{"id":23177,"date":"2023-11-08T08:46:12","date_gmt":"2023-11-08T11:46:12","guid":{"rendered":"https:\/\/expressaoms.com.br\/?p=23177"},"modified":"2023-11-08T13:49:34","modified_gmt":"2023-11-08T16:49:34","slug":"mensagens-mostram-relacao-criminosa-entre-ministro-de-lula-e-empresario-diz-pf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/2023\/11\/08\/mensagens-mostram-relacao-criminosa-entre-ministro-de-lula-e-empresario-diz-pf\/","title":{"rendered":"Mensagens mostram rela\u00e7\u00e3o criminosa entre ministro de Lula e empres\u00e1rio, diz PF"},"content":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Federal afirma que o ministro das Comunica\u00e7\u00f5es do governo Lula (PT), Juscelino Filho (Uni\u00e3o Brasil-MA), estabeleceu uma rela\u00e7\u00e3o criminosa com o dono de uma empreiteira investigada sob suspeita de desvios em contratos da Codevasf, a estatal federal entregue ao centr\u00e3o.<\/p>\n<p>A suspeita da investiga\u00e7\u00e3o se baseia em conversas obtidas no celular do empres\u00e1rio Eduardo Jos\u00e9 Barros Costa, conhecido como Eduardo DP, e est\u00e3o em relat\u00f3rio enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal).<\/p>\n<p>O dono da construtora \u00e9 apontado como o real propriet\u00e1rio da Construservice, que tem contratos milion\u00e1rios com a Codevasf pagos com emendas parlamentares \u0097ele n\u00e3o aparece como s\u00f3cio em registros oficiais.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es da PF sobre a atua\u00e7\u00e3o da Construservice em contratos da Codevasf ganharam f\u00f4lego a partir de reportagens do jornal Folha de S.Paulo publicadas em maio de 2022.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, o jornal revelou que a empreiteira chegou a aparecer como a vice-l\u00edder em licita\u00e7\u00f5es da Codevasf e utilizou laranjas para participar de concorr\u00eancias p\u00fablicas na gest\u00e3o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O dono de fato da empresa, com sede em Cod\u00f3 (MA), \u00e9 Eduardo DP.<\/p>\n<p>Procurada pela reportagem, a assessoria do ministro enviou nota assinada por seus advogados. Segundo eles, n\u00e3o h\u00e1 nada ilegal nas obras e chama de &#8220;ila\u00e7\u00e3o absurda&#8221; qualquer suspeita de benef\u00edcio pessoal de Juscelino por meio das emendas.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 qualquer irregularidade nas obras, cujas emendas atendem a demandas da popula\u00e7\u00e3o, conforme j\u00e1 esclarecido \u00e0s autoridades. Emendas parlamentares s\u00e3o um instrumento leg\u00edtimo e democr\u00e1tico do Congresso Nacional e todas as a\u00e7\u00f5es de Juscelino Filho foram l\u00edcitas&#8221;, afirma a defesa.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o absurdas ila\u00e7\u00f5es de que Juscelino tenha tido qualquer proveito pessoal com sua atividade parlamentar, sobretudo constru\u00eddas a partir de supostas mensagens sem origem e fidedignidade conhecidas&#8221;, completa a nota assinada pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso.<\/p>\n<p>As mensagens analisadas no inqu\u00e9rito, dizem os investigadores, refor\u00e7am a &#8220;atua\u00e7\u00e3o criminosa de Juscelino Filho&#8221; e demonstram que a &#8220;sua fun\u00e7\u00e3o na Orcrim (organiza\u00e7\u00e3o criminosa) era conhecida por todos os membros&#8221; do suposto grupo chefiado por Eduardo DP.<\/p>\n<p>&#8220;Resta cristalina a rela\u00e7\u00e3o criminosa pactuada entre Juscelino Filho e Eduardo DP&#8221;, diz trecho de um relat\u00f3rio da PF. De acordo com o documento enviado ao STF, o grupo do ministro foi respons\u00e1vel por &#8220;suposto desvio ou apropria\u00e7\u00e3o e uso indevido de, no m\u00ednimo, R$ 835,8 mil.&#8221;<\/p>\n<p>As mensagens que servem de base para as conclus\u00f5es da pol\u00edcia foram encontradas ap\u00f3s a apreens\u00e3o do celular de Eduardo DP em julho de 2022, durante a primeira fase de uma opera\u00e7\u00e3o que ganhou o nome de Odoacro.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, a opera\u00e7\u00e3o mirou contratos da Construservice bancados com emendas parlamentares, mas ainda n\u00e3o tinha Juscelino Filho como alvo. As conversas em posse da PF s\u00e3o do per\u00edodo entre 2017 e 2020.<\/p>\n<p>Em setembro deste ano, na terceira fase da mesma investiga\u00e7\u00e3o, a irm\u00e3 do ministro de Lula, Luanna Rezende, foi alvo de busca e apreens\u00e3o da PF e chegou a ser afastada do cargo que ocupa, de prefeita de Vitorino Freire (MA), por ordem do ministro Luis Roberto Barroso, do STF.<\/p>\n<p>A PF tamb\u00e9m pediu buscas em endere\u00e7os de Juscelino Filho, mas Barroso negou a solicita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Juscelino entrou na mira da investiga\u00e7\u00e3o justamente por causa das conversas obtidas no ano anterior e das obras de pavimenta\u00e7\u00e3o contratadas com a Construservice na cidade da irm\u00e3 bancadas com dinheiro destinado por meio de emendas parlamentares indicadas por ele.<\/p>\n<p>Para os investigadores, os di\u00e1logos mostram uma rela\u00e7\u00e3o de &#8220;proximidade e promiscuidade&#8221; e &#8220;intensa tratativa&#8221; sobre a execu\u00e7\u00e3o de obras pagas com emendas. A PF sustenta que o ministro se beneficiou dos tr\u00eas conv\u00eanios bancados com dinheiro federal para custear obras na cidade da irm\u00e3 de duas formas.<\/p>\n<p>A primeira suspeita vem do fato de que os contratos beneficiam propriedades do ministro. Como mostrou o jornal O Estado de S.Paulo, uma das emendas bancou a pavimenta\u00e7\u00e3o de uma estrada que leva at\u00e9 um haras de Juscelino Filho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, diz a PF, o ministro &#8220;obt\u00e9m vantagens indevidas&#8221; por meio de transfer\u00eancias banc\u00e1rias a intermedi\u00e1rios e para uma empresa de fachada que seria dele.<\/p>\n<p>Eduardo DP, s\u00f3cio oculto da Construservice, j\u00e1 foi alvo de opera\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Civil do Maranh\u00e3o e entrou na mira da PF em inqu\u00e9rito sobre suposta lavagem de dinheiro por meio de verba desviada de contratos fraudados.<\/p>\n<p>A apura\u00e7\u00e3o passou a focar em obras com verba da Codevasf, estatal que leva o nome de Companhia de Desenvolvimento dos Vales do S\u00e3o Francisco e do Parna\u00edba e que foi entregue por Bolsonaro ao centr\u00e3o e mantida dessa forma por Lula.<\/p>\n<p>Em julho de 2022, a PF prendeu Eduardo DP na primeira fase da opera\u00e7\u00e3o Odoacro e acessou o celular do empres\u00e1rio, na oportunidade que as mensagens citadas acima foram encontradas. O empres\u00e1rio foi solto dias mais tarde.<\/p>\n<p>A segunda fase Odoacro, deflagrada em outubro do mesmo ano, mirou Julimar Alves da Silva Filho, que era fiscal da Codevasf e foi afastado do \u00f3rg\u00e3o sob suspeita de ter recebido R$ 250 mil de propina da Construservice.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o sobre corrup\u00e7\u00e3o com verba da Codevasf migrou da Justi\u00e7a Federal para o STF ap\u00f3s a Pol\u00edcia Federal apresentar ind\u00edcios da liga\u00e7\u00e3o do deputado federal Josimar Maranh\u00e3ozinho (PL-MA) com os supostos desvios de verba.<\/p>\n<p>Como o celular de Eduardo DP revelou di\u00e1logos com Juscelino, o ministro de Lula passou a ser investigado no mesmo inqu\u00e9rito no Supremo e foi um dos alvos da terceira fase da opera\u00e7\u00e3o Odoacro.<\/p>\n<p>A Codevasf tamb\u00e9m refez as fiscaliza\u00e7\u00f5es de obras assinadas por Julimar e encontrou servi\u00e7os prec\u00e1rios da Construservice que haviam sido aprovados pelo t\u00e9cnico da estatal.<\/p>\n<p>Em fevereiro, a companhia considerou que a Construservice n\u00e3o havia executado corretamente uma obra bancada por emenda de Juscelino Filho e decidiu barrar a empresa de licita\u00e7\u00f5es por dois anos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a a\u00e7\u00e3o da PF que mirou o ministro das Comunica\u00e7\u00f5es, a estatal ainda suspendeu, em setembro, os contratos da Construservice que estavam em andamento.<\/p>\n<p>Dados do portal da transpar\u00eancia indicam que h\u00e1 cerca de R$ 160 milh\u00f5es empenhados para a empresa de Eduardo DP pelo governo federal, sendo que mais de R$ 24 milh\u00f5es foram pagos.<\/p>\n<p>Esses valores n\u00e3o consideram contratos firmados com a Construservice em conv\u00eanios da Codevasf com prefeituras.<\/p>\n<p>As suspeitas da PF sobre Juscelino envolvem justamente tr\u00eas destes conv\u00eanios, no valor de R$ 14,1 milh\u00f5es, que utilizam verbas indicadas pelo ministro.<\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3os de controle ainda miram contratos com outras empresas firmados com emendas de Juscelino. Em um destes casos, a pr\u00f3pria Codevasf foi \u00e0 Justi\u00e7a para cobrar devolu\u00e7\u00e3o de R$ 3,3 milh\u00f5es da construtora Engefort por suposto superfaturamento de obras de R$ 10 milh\u00f5es feitas no Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Em nota, a Codevasf disse que &#8220;mant\u00e9m firme compromisso com a integridade de suas a\u00e7\u00f5es e com o suporte \u00e0 elucida\u00e7\u00e3o de quaisquer fatos investigados por autoridades policiais, pela Justi\u00e7a ou por \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle&#8221;. &#8220;A Companhia continuar\u00e1 a colaborar com o trabalho dessas institui\u00e7\u00f5es sob quaisquer circunst\u00e2ncias, sem economia de esfor\u00e7os&#8221;, afirmou a estatal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Federal afirma que o ministro das Comunica\u00e7\u00f5es do governo Lula (PT), Juscelino Filho (Uni\u00e3o Brasil-MA), estabeleceu uma rela\u00e7\u00e3o criminosa com o dono de uma empreiteira investigada sob suspeita de desvios em contratos da Codevasf, a estatal federal entregue ao centr\u00e3o. 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