{"id":31946,"date":"2025-01-19T10:38:08","date_gmt":"2025-01-19T14:38:08","guid":{"rendered":"https:\/\/expressaoms.com.br\/?p=31946"},"modified":"2025-01-19T10:38:08","modified_gmt":"2025-01-19T14:38:08","slug":"ms-mira-abertura-de-novos-mercados-com-certificacao-internacional-para-a-pecuaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/2025\/01\/19\/ms-mira-abertura-de-novos-mercados-com-certificacao-internacional-para-a-pecuaria\/","title":{"rendered":"MS mira abertura de novos mercados com certifica\u00e7\u00e3o internacional para a pecu\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>A certifica\u00e7\u00e3o de Mato Grosso do Sul como estado livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o promete transformar o setor produtivo local e abrir novas possibilidades para exporta\u00e7\u00f5es. Reconhecido nacionalmente e de forma oficial pelo Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa) no dia 25 de mar\u00e7o de 2024, o Estado aguarda para maio o reconhecimento internacional pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade Animal (Omsa).<\/p>\n<p>O titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Produ\u00e7\u00e3o e Agricultura Familiar (Semadesc), Jaime Verruck, afirmou que MS cumpre rigorosamente os processos exigidos e que a certifica\u00e7\u00e3o trar\u00e1 uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada de destaque no mercado internacional.<\/p>\n<p>A maior vantagem \u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o de mercados para a carne bovina, mas a mudan\u00e7a se estende a outros setores da pecu\u00e1ria. Verruck destaca que, ao alcan\u00e7ar esse status, MS pode abrir novos mercados para carnes su\u00ednas, por exemplo, especialmente em pa\u00edses com exig\u00eancias rigorosas de sa\u00fade sanit\u00e1ria, como o Jap\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cPorque a gente olha muito a bovinocultura que ficar\u00e1 sem a vacina, mas imediatamente, voc\u00ea muda o padr\u00e3o da suinocultura de Mato Grosso do Sul. Hoje, Santa Catarina \u00e9 o \u00fanico estado que exporta para o Jap\u00e3o. No momento em que o Estado tamb\u00e9m for reconhecido como livre de aftosa, poderemos conquistar esse mercado. Ent\u00e3o a gente muda n\u00e3o s\u00f3 a cadeia produtiva da carne bovina, mas das outras carnes tamb\u00e9m\u201d, explica.<\/p><\/blockquote>\n<p>Verruck afirma que a jornada para alcan\u00e7ar a certifica\u00e7\u00e3o foi um processo complexo, envolvendo a implementa\u00e7\u00e3o de um sistema rigoroso de vigil\u00e2ncia e a prepara\u00e7\u00e3o das estruturas necess\u00e1rias para garantir a seguran\u00e7a do rebanho sem a necessidade da vacina.<\/p>\n<p>\u201cCome\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o do produtor rural, em um sistema robusto de intelig\u00eancia para monitorar toda essa estrutura de rebanho no Estado\u201d, analisa.<\/p>\n<p>O diretor-presidente da Ag\u00eancia Estadual de Defesa Sanit\u00e1ria Animal e Vegetal (Iagro), Daniel Ingold, reiterou a afirma\u00e7\u00e3o durante evento de entrega de viaturas para a Iagro realizado na manh\u00e3 de ontem.<\/p>\n<p>\u201cTem todo um crit\u00e9rio, um planejamento estrat\u00e9gico, para voc\u00ea tirar a vacina, porque ela deixa de ser uma ferramenta, \u00e9 substitu\u00edda por uma vigil\u00e2ncia mais ativa, e \u00e9 isso que n\u00f3s estamos fazendo agora. A ferramenta est\u00e1 na vigil\u00e2ncia. Cabe ressaltar que o grande ator disso, o primeiro vigilante efetivamente, \u00e9 o produtor rural\u201d, disse.<\/p>\n<h2>Transi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o de um modelo de vacina\u00e7\u00e3o para um modelo de vigil\u00e2ncia requer uma mudan\u00e7a cultural e operacional significativa. O resultado desse esfor\u00e7o j\u00e1 se reflete na avalia\u00e7\u00e3o positiva que MS recebeu.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTem uma avalia\u00e7\u00e3o do Mapa que n\u00f3s chegamos a uma nota 3,95, que \u00e9 a melhor nota do Pa\u00eds, que \u00e9 o sistema de avalia\u00e7\u00e3o de todas as ag\u00eancias, e todo esse material \u00e9 levado para a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Animal. Por isso que a gente est\u00e1 falando em maio, que ela vai falar assim: voc\u00eas est\u00e3o livres de febre aftosa. N\u00e3o tem mais o com ou sem [vacina\u00e7\u00e3o]\u201d, explicou Verruck.<\/p><\/blockquote>\n<p>Esse avan\u00e7o representa, portanto, um marco importante para a pecu\u00e1ria sul-mato-grossense, que ao lado da qualifica\u00e7\u00e3o do setor, prepara-se para expandir seus produtos ainda mais no mercado internacional. Para Verruck, o desafio agora \u00e9 manter a vigil\u00e2ncia e os padr\u00f5es de seguran\u00e7a, garantindo que o Estado continue a ser refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de carne de qualidade.<\/p>\n<p>Atualmente, existe um sistema de vigil\u00e2ncia que abrange todo o Estado e classifica as \u00e1reas de acordo com o risco presente em cada uma delas. Uma propriedade que est\u00e1 pr\u00f3xima de um lix\u00e3o urbano, por exemplo, entra na \u00e1rea de risco e receber\u00e1 mais fiscais da vigil\u00e2ncia. J\u00e1 um produtor que est\u00e1 \u201cno fundo\u201d do Pantanal, que n\u00e3o tem tr\u00e2nsito animal, \u00e9 classificado como de risco menor.<\/p>\n<p>Para conquistar o status certifica\u00e7\u00e3o internacional de \u00e1rea livre de aftosa sem vacina, MS deve cumprir todas as etapas previstas no Programa Nacional de Erradica\u00e7\u00e3o da Febre Aftosa (Pnefa), entre elas a j\u00e1 realizada, sendo essa a retirada da vacina da aftosa no rebanho.<br \/>\nPara o reconhecimento, \u00e9 exigida tamb\u00e9m a proibi\u00e7\u00e3o de ingresso de animais vacinados em MS e nos 15 estados propostos por, pelo menos, 12 meses.<\/p>\n<h2>Hist\u00f3rico<\/h2>\n<p>O primeiro foco de aftosa que se tem registro no Estado foi identificado no munic\u00edpio de Navira\u00ed, pr\u00f3ximo \u00e0 divisa com o Paran\u00e1, em 1999, situa\u00e7\u00e3o que colocou os pecuaristas, principalmente os da Regi\u00e3o Sul do Pa\u00eds, em alerta.<\/p>\n<p>Em 2001, a zona livre de febre aftosa com vacina\u00e7\u00e3o foi ampliada, com reconhecimento dos estados da Bahia, Esp\u00edrito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Sergipe, Tocantins e parte de Goi\u00e1s, Mato Grosso, Minas Gerais e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>No ano seguinte, em 2002, focos de aftosa na Argentina e no Paraguai provocaram novo alerta em pecuaristas do Sul e do Centro-Oeste. Tr\u00eas anos depois, a ocorr\u00eancia da doen\u00e7a em munic\u00edpios do Par\u00e1 e do Amazonas, na Regi\u00e3o Norte, resultou na restri\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es de carne por v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>Com isso, o governo federal realizou a\u00e7\u00f5es para demonstrar aos compradores que as \u00e1reas atingidas est\u00e3o longe das regi\u00f5es Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Pa\u00eds, principais regi\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o de carne para a exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em outubro de 2005, o v\u00edrus reapareceu em Mato Grosso do Sul e no Paran\u00e1, o que resultou na suspens\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de zona livre nesses estados e mais 10: Bahia, Distrito Federal, Esp\u00edrito Santo, Goi\u00e1s, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Sergipe e Tocantins.<\/p>\n<p>No ano de 2008, ocorreu a restitui\u00e7\u00e3o do reconhecimento de zona livre da doen\u00e7a para MS e demais estados que tiveram essa condi\u00e7\u00e3o suspensa em 2005.<\/p>\n<p>Segundo o Mapa, atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, Paran\u00e1, Rio Grande do Sul, Acre, Rond\u00f4nia e partes do Amazonas e do Mato Grosso t\u00eam a certifica\u00e7\u00e3o internacional de zona livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Vacina\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Conforme dados da Iagro, em novembro de 2022, foram vacinados um total de 15.702.964 animais, entre bovinos e bubalinos, em 52.279 propriedades.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com as informa\u00e7\u00f5es oficiais, MS alcan\u00e7ou um \u00edndice de cobertura vacinal excelente, acima de 99%, tanto para as propriedades, que foi de 99,65%, quanto para os animais, que foi de 99,80%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre>Com Correio do Estado<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A certifica\u00e7\u00e3o de Mato Grosso do Sul como estado livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o promete transformar o setor produtivo local e abrir novas possibilidades para exporta\u00e7\u00f5es. 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