{"id":35863,"date":"2025-06-22T11:31:11","date_gmt":"2025-06-22T15:31:11","guid":{"rendered":"https:\/\/expressaoms.com.br\/?p=35863"},"modified":"2025-06-22T11:31:11","modified_gmt":"2025-06-22T15:31:11","slug":"dividas-com-bancos-sujam-o-nome-de-quase-500-mil-em-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/2025\/06\/22\/dividas-com-bancos-sujam-o-nome-de-quase-500-mil-em-ms\/","title":{"rendered":"D\u00edvidas com bancos &#8220;sujam&#8221; o nome de quase 500 mil em MS"},"content":{"rendered":"<p>O endividamento com bancos \u00e9 um dos principais motores da inadimpl\u00eancia em Mato Grosso do Sul. De acordo com o mais recente levantamento da Serasa, 485.239 sul-mato-grossenses est\u00e3o com o nome negativado por conta de d\u00edvidas com institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, o que representa mais de um ter\u00e7o de todos os consumidores inadimplentes do Estado.<\/p>\n<p>O dado chama aten\u00e7\u00e3o pela propor\u00e7\u00e3o, dos 1.185.306 inadimplentes atualmente registrados em Mato Grosso do Sul, cerca de 41% t\u00eam d\u00e9bitos com bancos, seja com cart\u00f5es de cr\u00e9dito, empr\u00e9stimos, cheque especial ou financiamentos. Ainda segundo a Serasa, desse total, 141.858 pessoas devem exclusivamente para bancos, ou seja, o \u00fanico motivo para estarem com o nome sujo s\u00e3o as d\u00edvidas banc\u00e1rias.<\/p>\n<p>O levantamento refor\u00e7a um cen\u00e1rio preocupante que vem se agravando desde o in\u00edcio do ano, pois 350 novos nomes s\u00e3o inclu\u00eddos por dia no cadastro de inadimplentes no Estado, o que evidencia o peso crescente das institui\u00e7\u00f5es financeiras nas contas em atraso dos consumidores.<\/p>\n<p>Levantamento da Serasa ainda mostra que, em dezembro de 2024, o n\u00famero de inadimplentes em MS era de 1,129 milh\u00e3o de pessoas, enquanto, em maio deste ano, o total passou a 1,185 milh\u00e3o. Ou seja, somente neste ano, 55.477 pessoas foram negativadas no Estado.<\/p>\n<p>O mestre em Economia Eug\u00eanio Pav\u00e3o explica que algumas pessoas t\u00eam d\u00edvidas que se arrastam h\u00e1 alguns anos, porque o per\u00edodo p\u00f3s-pandemia de Covid-19 agravou a situa\u00e7\u00e3o de endividamento e inadimpl\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA pandemia trouxe muita d\u00edvida para a popula\u00e7\u00e3o, e algumas n\u00e3o conseguem quitar essas contas, necessitando de recursos extras para isso, entrando em novas d\u00edvidas para pagar as antigas\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Para o economista Eduardo Matos, o sistema financeiro brasileiro \u00e9 bastante democr\u00e1tico, o que n\u00e3o \u00e9 necessariamente ruim, mas pode ser prejudicial, em fun\u00e7\u00e3o da falta de educa\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>\u201cUm acesso mais facilitado a instrumentos de cr\u00e9dito de alto risco, como os cart\u00f5es de cr\u00e9dito e o limite do cheque especial, torna-se arma na m\u00e3o do cidad\u00e3o brasileiro. Porque, a partir do momento em que ele tem \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o esse tipo de cr\u00e9dito, ele vai usar \u2013 em muitos casos, at\u00e9 mesmo sem pensar \u2013 ou vai interpretar como uma extens\u00e3o de sua renda, o que n\u00e3o \u00e9 verdade\u201d, considera Matos.<\/p>\n<h2>Perfil<\/h2>\n<p>Os dados nacionais da Serasa ajudam a entender melhor o problema. Atualmente, 35 milh\u00f5es de brasileiros t\u00eam algum tipo de d\u00edvida banc\u00e1ria, o que representa quase metade do total de inadimplentes no Pa\u00eds, que hoje chega a 77 milh\u00f5es de pessoas negativadas. Juntas, essas d\u00edvidas somam mais de 65 milh\u00f5es de registros de d\u00e9bito com bancos.<\/p>\n<p>O cart\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9, disparado, o principal motivo das pend\u00eancias financeiras. Segundo pesquisa realizada pela Serasa com 921 consumidores inadimplentes, 69% apontaram o cart\u00e3o como origem da d\u00edvida, seguido por empr\u00e9stimos pessoais (56%) e uso do cheque especial ou limite da conta-corrente (31%).<\/p>\n<p>O Mapa de Inadimpl\u00eancia da Serasa, com dados de maio deste ano, mostra ainda que o segmento de bancos e cart\u00f5es de cr\u00e9dito representa 27,8% de todas as d\u00edvidas que resultaram em negativa\u00e7\u00e3o no Brasil. As contas b\u00e1sicas, de \u00e1gua, luz e g\u00e1s, aparecem em segundo lugar, com 20,3%, e as financeiras, em terceiro, com 19,3%.<\/p>\n<h2>Mutir\u00e3o<\/h2>\n<p>Para tentar reduzir a inadimpl\u00eancia, a Serasa lan\u00e7ou uma a\u00e7\u00e3o emergencial, que vai at\u00e9 o dia 30, e oferece condi\u00e7\u00f5es especiais para negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas banc\u00e1rias. Segundo a empresa, est\u00e3o dispon\u00edveis 400 milh\u00f5es de ofertas, com parcelamentos facilitados e descontos que podem chegar a 97% sobre o valor da d\u00edvida original.<\/p>\n<p>\u201cNos unimos a mais de 50 grandes institui\u00e7\u00f5es justamente para conectar os 35 milh\u00f5es de brasileiros endividados ao setor banc\u00e1rio, atuando como um elo na negocia\u00e7\u00e3o\u201d, explica Aline Maciel, especialista em Educa\u00e7\u00e3o Financeira da Serasa.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 o fim deste m\u00eas, nosso site e aplicativo oferecem centenas de milh\u00f5es de oportunidades para quem quer sair do vermelho. Est\u00e1 mais f\u00e1cil se livrar dessas d\u00edvidas\u201d, completa.<\/p>\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es podem ser feitas de forma r\u00e1pida pelos canais digitais, incluindo o aplicativo da Serasa e o site www.serasalimpanome.com.br, al\u00e9m do atendimento via WhatsApp e em mais de 10 mil ag\u00eancias dos Correios em todo o Brasil.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a Serasa, o pagamento via Pix garante a limpeza imediata do nome.<\/p>\n<pre>Com Correio do Estado<\/pre>\n<p>Foto: Gerson Oliveira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O endividamento com bancos \u00e9 um dos principais motores da inadimpl\u00eancia em Mato Grosso do Sul. De acordo com o mais recente levantamento da Serasa, 485.239 sul-mato-grossenses est\u00e3o com o nome negativado por conta de d\u00edvidas com institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, o que representa mais de um ter\u00e7o de todos os consumidores inadimplentes do Estado. 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