{"id":37187,"date":"2025-08-13T08:12:10","date_gmt":"2025-08-13T12:12:10","guid":{"rendered":"https:\/\/expressaoms.com.br\/?p=37187"},"modified":"2025-08-13T08:12:10","modified_gmt":"2025-08-13T12:12:10","slug":"disputa-judicial-por-calote-de-r-663-mil-acende-alerta-em-obra-bilionaria-de-celulose-em-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/2025\/08\/13\/disputa-judicial-por-calote-de-r-663-mil-acende-alerta-em-obra-bilionaria-de-celulose-em-ms\/","title":{"rendered":"Disputa judicial por calote de R$ 663 mil acende alerta em obra bilion\u00e1ria de celulose em MS"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Empresa de alimenta\u00e7\u00e3o entra na Justi\u00e7a contra fornecedora da Arauco, que constr\u00f3i megaf\u00e1brica em Inoc\u00eancia<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Thais Dias<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">A constru\u00e7\u00e3o da megaf\u00e1brica da Arauco em Inoc\u00eancia, um dos maiores projetos industriais em andamento no Brasil, est\u00e1 no centro de uma disputa judicial que revela problemas no pagamento de fornecedores &#8211; situa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 havia marcado as obras da Suzano em Ribas do Rio Pardo. Desta vez, uma empresa respons\u00e1vel pela alimenta\u00e7\u00e3o de milhares de trabalhadores entrou na Justi\u00e7a para cobrar valores n\u00e3o pagos, levantando preocupa\u00e7\u00f5es sobre o cumprimento de contratos no canteiro de obras.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">A Dom Chef, empresa especializada em alimenta\u00e7\u00e3o coletiva, alega que a FPM Servi\u00e7os de Alimenta\u00e7\u00e3o deixou de repassar R$ 663 mil referentes a um contrato que garantia refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias para os oper\u00e1rios da obra. Entre agosto de 2023 e junho de 2024, a FPM teria faturado impressionantes R$ 23,5 milh\u00f5es com a venda de alimenta\u00e7\u00e3o no canteiro, mas repassou apenas R$ 546 mil dos R$ 1,17 milh\u00e3o devidos \u00e0 Dom Chef, que receberia 5% do valor total das vendas conforme acordo firmado.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O caso ganhou propor\u00e7\u00f5es maiores porque a Dom Chef incluiu na a\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o apenas a FPM, mas tamb\u00e9m o Cons\u00f3rcio MLC Aterpa (respons\u00e1vel direto pela constru\u00e7\u00e3o) e a pr\u00f3pria Arauco, multinacional chilena dona do projeto. Na pr\u00e1tica, a empresa argumenta que, como benefici\u00e1ria final dos servi\u00e7os, a Arauco deveria garantir o pagamento correto a todos os envolvidos na cadeia de fornecedores.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">A situa\u00e7\u00e3o preocupa porque lembra os problemas enfrentados durante a constru\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, onde diversas empresas terceirizadas deixaram de pagar fornecedores, acumulando d\u00edvidas que ultrapassaram R$ 10 milh\u00f5es. Na \u00e9poca, a Suzano precisou intervir para quitar parte das obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas, mas muitos fornecedores menores ficaram no preju\u00edzo.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">A Arauco, por sua vez, afirma que todos os pagamentos a fornecedores e terceirizados est\u00e3o sendo realizados rigorosamente em dia, conforme os contratos vigentes, mas se recusou a comentar o caso espec\u00edfico por estar em segredo de Justi\u00e7a. Enquanto isso, a FPM, empresa de Macei\u00f3 que montou uma filial em Mato Grosso do Sul especialmente para atender o contrato, n\u00e3o foi localizada para se manifestar sobre as acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O caso ganha ainda mais relev\u00e2ncia quando se considera a escala do Projeto Sucuri\u00fa. Com investimento de US$ 4,6 bilh\u00f5es (cerca de R$ 25 bilh\u00f5es), a f\u00e1brica da Arauco em Inoc\u00eancia ser\u00e1, quando conclu\u00edda em 2027, a maior planta de celulose de linha \u00fanica do mundo, com capacidade para produzir 3,5 milh\u00f5es de toneladas por ano. Durante o pico das obras, o projeto deve gerar 14 mil empregos diretos, reduzindo para cerca de 6 mil quando entrar em opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Enquanto a disputa judicial segue seu curso &#8211; com a Dom Chef tentando ter acesso a documentos e notas fiscais que comprovem os valores devidos &#8211; as refei\u00e7\u00f5es continuam sendo servidas normalmente no canteiro de obras. No entanto, o caso serve como alerta para outros pequenos e m\u00e9dios fornecedores que participam do megaprojeto, muitos dos quais dependem desses pagamentos para manter suas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">A situa\u00e7\u00e3o exp\u00f5e uma fragilidade comum em grandes obras de infraestrutura no Brasil: a complexa cadeia de subcontrata\u00e7\u00f5es, onde problemas financeiros em um elo podem afetar toda a rede de fornecedores. Para os trabalhadores no canteiro de obras, a preocupa\u00e7\u00e3o imediata \u00e9 que disputas como essa n\u00e3o afetem a qualidade ou continuidade dos servi\u00e7os essenciais, como a alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Para a economia regional, o caso representa um dilema: de um lado, os enormes investimentos e oportunidades gerados por projetos desta magnitude; de outro, os riscos de que os benef\u00edcios n\u00e3o sejam distribu\u00eddos de forma justa por toda a cadeia produtiva. Enquanto a Justi\u00e7a n\u00e3o se pronuncia definitivamente sobre o caso, a popula\u00e7\u00e3o de Inoc\u00eancia e regi\u00e3o acompanha com aten\u00e7\u00e3o os desdobramentos, torcendo para que a promessa de desenvolvimento trazida pela megaf\u00e1brica n\u00e3o seja comprometida por disputas contratuais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresa de alimenta\u00e7\u00e3o entra na Justi\u00e7a contra fornecedora da Arauco, que constr\u00f3i megaf\u00e1brica em Inoc\u00eancia &nbsp; Thais Dias A constru\u00e7\u00e3o da megaf\u00e1brica da Arauco em Inoc\u00eancia, um dos maiores projetos industriais em andamento no Brasil, est\u00e1 no centro de uma disputa judicial que revela problemas no pagamento de fornecedores &#8211; situa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 havia marcado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":37188,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[30,324,267,266,192,193,48],"tags":[363,172,445],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37187"}],"collection":[{"href":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37187"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37187\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37189,"href":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37187\/revisions\/37189"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}