{"id":43982,"date":"2026-02-26T10:33:53","date_gmt":"2026-02-26T14:33:53","guid":{"rendered":"https:\/\/expressaoms.com.br\/?p=43982"},"modified":"2026-02-26T08:35:48","modified_gmt":"2026-02-26T12:35:48","slug":"casal-morava-junto-ha-tres-dias-quando-jovem-matou-a-namorada-por-ela-querer-termino-diz-policia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/2026\/02\/26\/casal-morava-junto-ha-tres-dias-quando-jovem-matou-a-namorada-por-ela-querer-termino-diz-policia\/","title":{"rendered":"Casal morava junto h\u00e1 tr\u00eas dias quando jovem matou a namorada por ela querer t\u00e9rmino, diz pol\u00edcia"},"content":{"rendered":"<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Uma discuss\u00e3o motivada pelo desejo da v\u00edtima de encerrar o relacionamento terminou em trag\u00e9dia na madrugada desta quarta-feira (25) em Tr\u00eas Lagoas. Wellington Patrezi Batista Pereira, de 20 anos, confessou \u00e0 Pol\u00edcia Civil ter matado a namorada, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, e escondido o corpo embaixo do colch\u00e3o do quarto onde os dois moravam.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O crime ocorreu no apartamento do casal, localizado no bairro Vila Verde. De acordo com as investiga\u00e7\u00f5es, Wellington foi at\u00e9 o 2\u00ba Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar por volta das 2h30 e informou espontaneamente aos policiais que havia cometido o homic\u00eddio.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Em depoimento ao delegado Gabriel Salles, respons\u00e1vel pelo caso, o suspeito detalhou a din\u00e2mica do crime e o contexto do relacionamento. Segundo Wellington, ele estava em Tr\u00eas Lagoas havia apenas dez dias, tendo se mudado de Corumb\u00e1 para ficar com a namorada, com quem mantinha um relacionamento a dist\u00e2ncia h\u00e1 mais de um ano.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O casal chegou a morar por um per\u00edodo na casa do pai de Beatriz, mas havia apenas tr\u00eas dias que os dois passaram a viver juntos no apartamento onde o crime aconteceu.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">No relato \u00e0 pol\u00edcia, Wellington afirmou que estava desempregado e, por isso, dedicava-se \u00e0s tarefas dom\u00e9sticas enquanto a namorada trabalhava. A situa\u00e7\u00e3o, no entanto, teria se tornado fonte constante de conflitos.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">&#8220;Ela sempre colocava algum defeito em tudo o que eu fazia. Quando ela estava trabalhando, eu estava fazendo as coisas. Ela falava que eu n\u00e3o fazia nada, que eu n\u00e3o prestava&#8221;, disse o suspeito durante o depoimento.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Segundo a confiss\u00e3o de Wellington, a discuss\u00e3o fatal come\u00e7ou ap\u00f3s ele buscar a namorada no trabalho. O estopim teria sido uma tentativa de montar um arm\u00e1rio, mas a conversa rapidamente evoluiu para um confronto sobre a rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">&#8220;Ela queria terminar. Discuti, discuti, a\u00ed a gente come\u00e7ou brigar, ela falou que eu n\u00e3o fazia nada. A\u00ed acabou que aconteceu&#8221;, relatou o suspeito, sem entrar em detalhes sobre a din\u00e2mica da agress\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Ap\u00f3s cometer o crime, Wellington escondeu o corpo da jovem embaixo do colch\u00e3o do quarto. O Servi\u00e7o de Atendimento M\u00f3vel de Urg\u00eancia (Samu) foi acionado posteriormente e constatou o \u00f3bito. A per\u00edcia identificou sinais de esganadura (estrangulamento) no pesco\u00e7o da v\u00edtima.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Depois de matar a companheira, Wellington ligou para o irm\u00e3o, que mora em Corumb\u00e1, contou o que havia feito e foi orientado a se apresentar \u00e0 pol\u00edcia. Seguindo o conselho, ele foi at\u00e9 o quartel do 2\u00ba Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia Militar e confessou o crime.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Ap\u00f3s a confiss\u00e3o, recebeu voz de pris\u00e3o e foi encaminhado \u00e0 Delegacia de Pronto Atendimento Comunit\u00e1rio (Depac) de Tr\u00eas Lagoas, onde foi autuado em flagrante por feminic\u00eddio. O delegado Gabriel Salles representou pela pris\u00e3o preventiva do suspeito, que deve ser analisada pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<h2>Vel\u00f3rio e sepultamento<\/h2>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O corpo de Beatriz Benevides da Silva foi encaminhado ao Instituto M\u00e9dico e Odontol\u00f3gico Legal (Imol) de Tr\u00eas Lagoas para exames periciais. Ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o, foi trasladado para Campo Grande, onde ocorrer\u00e1 o sepultamento.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Segundo informa\u00e7\u00f5es da funer\u00e1ria respons\u00e1vel, o pai da jovem decidiu que o enterro ser\u00e1 na capital sul-mato-grossense, cidade onde reside a m\u00e3e da v\u00edtima. A fam\u00edlia ainda n\u00e3o divulgou informa\u00e7\u00f5es sobre hor\u00e1rio e local do vel\u00f3rio.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O caso exp\u00f5e mais uma vez a triste realidade da viol\u00eancia dom\u00e9stica e do feminic\u00eddio em Mato Grosso do Sul, estado que frequentemente figura entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o com maiores taxas desse tipo de crime. As investiga\u00e7\u00f5es seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma discuss\u00e3o motivada pelo desejo da v\u00edtima de encerrar o relacionamento terminou em trag\u00e9dia na madrugada desta quarta-feira (25) em Tr\u00eas Lagoas. 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