{"id":44818,"date":"2026-03-25T08:15:44","date_gmt":"2026-03-25T12:15:44","guid":{"rendered":"https:\/\/expressaoms.com.br\/?p=44818"},"modified":"2026-03-25T08:15:44","modified_gmt":"2026-03-25T12:15:44","slug":"senado-aprova-projeto-que-equipara-misoginia-ao-racismo-texto-segue-para-camara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/2026\/03\/25\/senado-aprova-projeto-que-equipara-misoginia-ao-racismo-texto-segue-para-camara\/","title":{"rendered":"Senado aprova projeto que equipara misoginia ao racismo; texto segue para C\u00e2mara"},"content":{"rendered":"<div class=\"ds-message _63c77b1\">\n<div class=\"ds-markdown\">\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O Plen\u00e1rio do Senado Federal aprovou nesta ter\u00e7a-feira (24) o Projeto de Lei n\u00ba 896\/2023, que insere a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo (Lei n\u00ba 7.716\/1989). A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), foi relatada pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e agora segue para an\u00e1lise da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O texto estabelece puni\u00e7\u00f5es para condutas motivadas por discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito contra mulheres e reconhece a misoginia como uma grave viola\u00e7\u00e3o de direitos, caracterizada por \u00f3dio, avers\u00e3o ou desprezo \u00e0s mulheres. Com a aprova\u00e7\u00e3o, a inj\u00faria mis\u00f3gina passa a ter pena de reclus\u00e3o de 2 a 5 anos, al\u00e9m de multa.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O parecer apresentado por Soraya Thronicke manteve o n\u00facleo da proposi\u00e7\u00e3o e consolidou o entendimento de que a misoginia deve ser enfrentada com o mesmo rigor jur\u00eddico aplicado a outras formas estruturais de discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">\u201cA misoginia n\u00e3o se limita a uma manifesta\u00e7\u00e3o individual de preconceito, mas sustenta e legitima a viol\u00eancia contra mulheres. Equiparar sua repress\u00e3o \u00e0 dos crimes de racismo \u00e9 reconhecer sua gravidade e fortalecer a prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica\u201d, afirmou a relatora.<\/p>\n<h3>Ajustes no C\u00f3digo Penal<\/h3>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O parecer tamb\u00e9m promoveu ajustes no C\u00f3digo Penal para evitar a sobreposi\u00e7\u00e3o de normas (bis in idem). A proposta restringe a causa de aumento de pena por inj\u00faria contra mulher ao contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. Com essa mudan\u00e7a, a inj\u00faria mis\u00f3gina passa a ser tratada como crime mais grave no \u00e2mbito da Lei n\u00ba 7.716\/1989, que tipifica os crimes resultantes de discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O projeto criminaliza ainda condutas como praticar, induzir ou incitar discrimina\u00e7\u00e3o contra mulheres, ampliando o espectro de prote\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Dados do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) refor\u00e7am a urg\u00eancia da mat\u00e9ria. Em 2023, o Judici\u00e1rio brasileiro registrou mais de 640 mil novos processos relacionados \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, al\u00e9m da concess\u00e3o de centenas de milhares de medidas protetivas.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Os n\u00fameros evidenciam a persist\u00eancia de um cen\u00e1rio de viol\u00eancia estrutural, frequentemente alimentado por pr\u00e1ticas e discursos mis\u00f3ginos, segundo an\u00e1lise do relat\u00f3rio.<\/p>\n<h3>Avan\u00e7o legislativo<\/h3>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o da senadora Soraya Thronicke, embora o ordenamento jur\u00eddico j\u00e1 conte com instrumentos importantes \u2014 como a Lei Maria da Penha e a tipifica\u00e7\u00e3o do feminic\u00eddio \u2014 ainda h\u00e1 lacunas na resposta penal a manifesta\u00e7\u00f5es de \u00f3dio e discrimina\u00e7\u00e3o contra mulheres.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">A autora do projeto, senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), tamb\u00e9m celebrou a aprova\u00e7\u00e3o. \u201cA misoginia \u00e9 uma chaga social que precisa ser enfrentada com o mesmo rigor reservado ao racismo. Trata-se de uma conquista civilizat\u00f3ria\u201d, declarou.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Com a aprova\u00e7\u00e3o no Senado, o PL n\u00ba 896\/2023 segue agora para tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados. Se aprovado sem altera\u00e7\u00f5es, o texto ser\u00e1 encaminhado para san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ds-theme\"><\/div>\n<div class=\"ds-flex _0a3d93b\">\n<div class=\"ds-flex _965abe9 _54866f7\">\n<div class=\"db183363 ds-icon-button ds-icon-button--m ds-icon-button--sizing-container\" tabindex=\"0\" role=\"button\" aria-disabled=\"false\">\n<div class=\"ds-icon-button__hover-bg\"><\/div>\n<div class=\"ds-icon\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Plen\u00e1rio do Senado Federal aprovou nesta ter\u00e7a-feira (24) o Projeto de Lei n\u00ba 896\/2023, que insere a misoginia entre os crimes previstos na Lei do Racismo (Lei n\u00ba 7.716\/1989). 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