{"id":4904,"date":"2022-02-21T14:57:59","date_gmt":"2022-02-21T17:57:59","guid":{"rendered":"https:\/\/expressaoms.com.br\/?p=4904"},"modified":"2022-02-21T15:48:11","modified_gmt":"2022-02-21T18:48:11","slug":"numero-de-assasnatos-cai-7-no-brasil-em-2021-e-e-o-menor-em-14-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/2022\/02\/21\/numero-de-assasnatos-cai-7-no-brasil-em-2021-e-e-o-menor-em-14-anos\/","title":{"rendered":"N\u00famero de assassinatos cai 7% no Brasil em 2021 e \u00e9 o menor em 14 anos"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de assassinatos no Brasil caiu 7% em 2021 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. \u00c9 o que mostra o \u00edndice nacional de homic\u00eddios criado pelo g1, com base em dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.<\/p>\n<p>Em todo o ano passado, foram registradas 41,1 mil mortes violentas intencionais no pa\u00eds &#8211; 3 mil a menos que em 2020. Trata-se do menor n\u00famero de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, que coleta os dados desde 2007.<\/p>\n<p>Est\u00e3o contabilizadas no n\u00famero as v\u00edtimas dos seguintes crimes:<\/p>\n<ul>\n<li>homic\u00eddios dolosos (incluindo os feminic\u00eddios)<\/li>\n<li>latroc\u00ednios (roubos seguidos de morte)<\/li>\n<li>les\u00f5es corporais seguidas de morte<\/li>\n<\/ul>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o dos assassinatos em 2021 retoma a tend\u00eancia de queda registrada no pa\u00eds pelo Monitor da Viol\u00eancia desde o balan\u00e7o de 2018. Esta tend\u00eancia foi interrompida em 2020, ano que teve uma alta de mais de 5% em plena pandemia, mas voltou a ser registrada em 2021.<\/p>\n<p>Com a redu\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de mortes volta ao patamar de 2019, quando foram registradas 41,7 mil mortes. Naquele ano, houve a maior queda da s\u00e9rie, de 19%.<\/p>\n<p>Segundo especialistas do FBSP e do NEV-USP, o menor n\u00famero de mortes \u00e9 motivado por um conjunto de fatores, incluindo: profissionaliza\u00e7\u00e3o do mercado de drogas brasileiro; maior controle e influ\u00eancia dos governos sobre os criminosos; apaziguamento de conflitos entre fac\u00e7\u00f5es; pol\u00edticas p\u00fablicas de seguran\u00e7a e sociais; e redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de jovens na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O levantamento faz parte do Monitor da Viol\u00eancia, uma parceria do g1 com o N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia da Universidade de S\u00e3o Paulo (NEV-USP) e o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p>Os dados apontam que:<\/p>\n<ul>\n<li>o pa\u00eds teve 41.069 assassinatos em 2021, o menor n\u00famero de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2007<\/li>\n<li>houve 3.049 mortes a menos na compara\u00e7\u00e3o com 2020, uma queda de 7%<\/li>\n<li>21 estados do pa\u00eds tiveram redu\u00e7\u00e3o de assassinatos no ano<\/li>\n<li>a maior queda foi registrada no Acre, de -38%<\/li>\n<li>6 estados tiveram aumento de mortes violentas &#8211; sendo que 4 deles est\u00e3o na regi\u00e3o Norte<\/li>\n<li>o Norte foi a \u00fanica regi\u00e3o do pa\u00eds que registrou alta de assassinatos, de 10%<\/li>\n<li>a maior alta foi registrada no Amazonas, de 54%<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Menor n\u00famero em 14 anos<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de assassinatos no Brasil em 2021 \u00e9 o menor se for levada em conta a s\u00e9rie hist\u00f3rica do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, iniciada em 2007, e os levantamentos realizados pelo Monitor da Viol\u00eancia desde 2018.<\/p>\n<p>O patamar impressiona porque, at\u00e9 2011, o F\u00f3rum contabilizava as ocorr\u00eancias (em que \u00e9 poss\u00edvel ter mais de uma v\u00edtima). J\u00e1 os dados coletados desde 2012 pelo F\u00f3rum e desde 2018 pelo g1 se referem a n\u00fameros de v\u00edtimas. Mesmo assim, os n\u00fameros de 2019, 2020 e 2021 s\u00e3o os menores da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>O \u00faltimo trimestre de 2021 aponta para uma tend\u00eancia de queda ainda maior que nos meses anteriores. A redu\u00e7ao dos assassinatos entre outubro e dezembro do ano passado foi de 14,1% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2020.<\/p>\n<p><strong>Causas para a redu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os especialistas do N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia da USP e do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica elencam alguns pontos para explicar os n\u00fameros:<\/p>\n<p>Profissionaliza\u00e7\u00e3o do mercado de drogas brasileiro: &#8220;Mercados criminosos equilibrados, com competidores que aprenderam a conviver entre si ou que descobriram formas de regulamentar a rela\u00e7\u00e3o entre eles, tendem a reduzir o total de conflitos fatais. (&#8230;) A exist\u00eancia de regras e a cria\u00e7\u00e3o de uma ampla rede de parceiros, que se expandiu com os contatos com criminosos de outros estados feitos nos pres\u00eddios federais, ajudaram (o PCC) a se tornar um importante distribuidor de drogas e de armas para quadrilhas de outros estados, transformando o mercado de drogas brasileiro, que passou a replicar o modelo criminoso paulista, se organizando a partir dos pres\u00eddios estaduais&#8221;, diz Bruno Paes Manso, do NEV-USP.<\/p>\n<p>Maior controle e influ\u00eancia dos governos sobre os criminosos: &#8220;O pr\u00f3prio modelo de neg\u00f3cio criado por esses grupos tornou as lideran\u00e7as das diversas gangues prisionais mais vulner\u00e1veis e sujeitas a press\u00f5es dos governos. Como parte delas estava presa, suas ordens dadas de dentro do sistema penitenci\u00e1rio para os territ\u00f3rios estavam sendo mais vigiadas e acompanhadas pelas autoridades. Os governos e sistemas de justi\u00e7a estaduais vinham acumulando e trocando informa\u00e7\u00f5es que permitiram agir para reduzir os conflitos e punir as lideran\u00e7as mais truculentas dentro das pris\u00f5es, que foram levadas a exercer um comando mais diplom\u00e1tico, racional e lucrativo&#8221;, diz Bruno.<\/p>\n<p>Apaziguamento de conflitos entre fac\u00e7\u00f5es: &#8220;Entre 2016 e 2017 vivemos uma guerra entre dois grupos criminosos, o PCC e o Comando Vermelho, e essa guerra se alastrou por todo o pa\u00eds, especialmente em estados do Norte e Nordeste. A gente tem um apaziguamento desse conflito em alguns territ\u00f3rios e, em outro, tem um certo monop\u00f3lio de algum grupo. Quando um grupo \u00fanico vai se consolidando no territ\u00f3rio, tende a reduzir o conflito&#8221;, diz Samira Bueno, do FBSP.<\/p>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o de programas de focaliza\u00e7\u00e3o e outras pol\u00edticas p\u00fablicas: &#8220;V\u00e1rias unidades da federa\u00e7\u00e3o adotaram, ao longo dos anos 2000 e 2010, programas de redu\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios pautados na focaliza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es nos territ\u00f3rios. O Pacto Pela Vida, em Pernambuco, o Estado Presente, no Esp\u00edrito Santo, e o Cear\u00e1 Pac\u00edfico, no Cear\u00e1, s\u00e3o exemplos de projetos que buscaram integrar a\u00e7\u00f5es policiais e medidas de car\u00e1ter preventivo. Ao longo dos anos, muitos governadores titubearam na manuten\u00e7\u00e3o de tais iniciativas, mas houve um aprendizado organizacional das for\u00e7as de seguran\u00e7a que mostra que, quando existe planejamento, integra\u00e7\u00e3o e metas, os macros objetivos s\u00e3o mais rapidamente alcan\u00e7ados&#8221;, afirmam Samira Bueno e Renato S\u00e9rgio de Lima, do FBSP. Os especialistas tamb\u00e9m citam outras pol\u00edticas p\u00fablicas que est\u00e3o sendo desenvolvidas pelas unidades da federa\u00e7\u00e3o, focadas na integra\u00e7\u00e3o das for\u00e7as policiais com o fortalecimento dos mecanismos de intelig\u00eancia e investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de jovens na popula\u00e7\u00e3o: &#8220;Tem a ver com as mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas, algo que a gente j\u00e1 vem apontando h\u00e1 alguns anos no Atlas da Viol\u00eancia, que \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de jovens na popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 sabido que a maior parte da viol\u00eancia letal atinge jovens do sexo masculino. E o Brasil esta diante de uma grande mudan\u00e7a demogr\u00e1fica&#8221;, afirma Samira.<\/p>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o do SUSP e mudan\u00e7as nas regras de repasses: &#8220;Em 2018, o governo federal conseguiu aprovar, depois de tramitar por 14 anos, a lei que criou o Sistema \u00danico de Seguran\u00e7a P\u00fablica, respons\u00e1vel por regulamentar a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 no que diz respeito \u00e0 integra\u00e7\u00e3o e efici\u00eancias das institui\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica. Ainda em 2018, (&#8230;) houve uma mudan\u00e7a nas regras de repasse de recursos arrecadados pelas Loterias da Caixa que, na pr\u00e1tica, fez com que cerca de 80% de todo o dinheiro da seguran\u00e7a repassado para estados e Distrito Federal de 2019 a 2021 tenha as loterias como origem e, com isso, novos recursos puderam ser destinados \u00e0 \u00e1rea&#8221;, dizem Samira e Renato.<\/p>\n<p>Segundo o Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica publicado no ano passado, o Brasil dobrou o n\u00famero de armas nas m\u00e3os de civis em apenas tr\u00eas anos. Coincidentemente houve redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de homic\u00eddios nesses tr\u00eas \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre>Fonte: Com informa\u00e7\u00f5es do G1<\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de assassinatos no Brasil caiu 7% em 2021 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. \u00c9 o que mostra o \u00edndice nacional de homic\u00eddios criado pelo g1, com base em dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. 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