{"id":586,"date":"2021-10-04T11:00:56","date_gmt":"2021-10-04T14:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/expressaoms.com.br\/?p=586"},"modified":"2021-10-04T11:00:56","modified_gmt":"2021-10-04T14:00:56","slug":"a-um-ano-da-votacao-eleicao-em-ms-tem-sete-dilemas-e-tres-pre-candidatos-definidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/expressaoms.com.br\/index.php\/2021\/10\/04\/a-um-ano-da-votacao-eleicao-em-ms-tem-sete-dilemas-e-tres-pre-candidatos-definidos\/","title":{"rendered":"A um ano da vota\u00e7\u00e3o, elei\u00e7\u00e3o em MS tem sete dilemas e tr\u00eas pr\u00e9-candidatos definidos"},"content":{"rendered":"<p>Faltando exatamente um ano para o primeiro turno, as elei\u00e7\u00f5es de 2022 contam com sete dilemas, que v\u00e3o definir o futuro da pol\u00edtica regional, e dois pr\u00e9-candidatos em campanha para o Governo. Cinco decis\u00f5es podem bagun\u00e7ar a disputa pela sucess\u00e3o de Reinaldo Azambuja (PSDB), que j\u00e1 conta com tr\u00eas nomes confirmados: o ex-governador Andr\u00e9 Puccinelli (MDB), o secret\u00e1rio estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel, e o ex-vereador Vin\u00edcius Siqueira (PROS).<\/p>\n<p>O primeiro grande dilema \u00e9 vivido pelo prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD). Ele tem at\u00e9 abril para decidir se renuncia ao restante do mandato, dois anos e nove meses para ser o candidato a governador do grupo. Ele j\u00e1 sinalizou que n\u00e3o tem medo de tomar a decis\u00e3o, mas vai orar para que \u201cDeus lhe oriente\u201d.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 pandemia da covid-19, o pessedista n\u00e3o conseguiu implementar a gest\u00e3o de grandes obras na Capital. Caso continue na prefeitura, Marquinhos poder\u00e1 concluir o Reviva Centro, denomina\u00e7\u00e3o do megaprojeto de revitaliza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o central, a repaginada na Avenida Ernesto Geisel e no antigo Terminal Rodovi\u00e1rio de Campo Grande, capacitando-se para a disputa em 2026.<\/p>\n<p>Marquinhos deixaria no comando da prefeitura a vice-prefeita Adriane Lopes (Patri), esposa do deputado estadual L\u00eddio Lopes (Patri). Se o prefeito n\u00e3o topar a disputa, o PSD ficar\u00e1 sem candidato e dever\u00e1 apoiar \u00e0 candidatura do tucano Eduardo Riedel.<\/p>\n<p>O segundo dilema \u00e9 da deputada federal Rose Modesto (PSDB), que monta um ousado jogo de xadrez pol\u00edtico para disputar o Governo. Ela pode se filiar ao Podemos, onde j\u00e1 conta com o apoio expl\u00edcito do atual presidente regional, S\u00e9rgio Murilo. A professora tamb\u00e9m poder\u00e1 se filiar a outro partido, como o PSL, em vias de fus\u00e3o com o DEM, ou ao Progressistas, do presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira.<\/p>\n<p>Rose tem a op\u00e7\u00e3o de disputar o Senado na chapa de Puccinelli, com quem tem se reunido com frequ\u00eancia. Em entrevistas recentes, o emedebista a colocou como op\u00e7\u00e3o para disputar a vaga de Simone Tebet (MDB). Enquanto monta a estrutura para disputar o Governo, ela se mant\u00e9m no PSDB e n\u00e3o perde os cerca de 150 cargos na administra\u00e7\u00e3o tucana.<\/p>\n<p>O terceiro dilema \u00e9 vivido pela ministra da Agricultura e Pecu\u00e1ria, Tereza Cristina (DEM), que vem percorrendo o Estado como pr\u00e9-candidata a senadora. Aliados a querem na disputa do Governo. Ela \u00e9 apontada como op\u00e7\u00e3o para garantir palanque forte para Jair Bolsonaro (sem partido) em Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da d\u00favida sobre o cargo na chapa majorit\u00e1ria, Tereza Cristina tem outro dilema, se permanece no Democratas ou acompanha Bolsonaro no novo partido. O presidente estuda se filiar ao PTB ou Progressistas. A Uni\u00e3o Brasil, a ser formada a partir da fus\u00e3o do DEM-PSL, ter\u00e1 o maior tempo no hor\u00e1rio eleitoral e um polpudo caixa para investir nos candidatos em 2022. A ministra pode desistir da mudan\u00e7a de sigla para usufruir dos benef\u00edcios da fus\u00e3o.<\/p>\n<p>No primeiro mandato, a senadora Soraya Thronicke (PSL) \u00e9 cotada para assumir a presid\u00eancia da Uni\u00e3o Brasil em MS. Ela tamb\u00e9m deve decidir at\u00e9 novembro se vai disputar o Governo. A outra op\u00e7\u00e3o seria filiar Rose Modesto para lan\u00e7a-la como candidata a governadora.<\/p>\n<p>O ex-governador Zeca do PT desistiu de desistir da pol\u00edtica ap\u00f3s o retorno do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT). Ele anunciou que poder\u00e1 voltar a disputar o Governo pela 4\u00aa vez para ajudar o petista na disputa presidencial.<\/p>\n<p>Deputado estadual, vereador da Capital, deputado federal e governador por dois mandatos, Zeca pode trocar a disputa de governador por uma vaga quase certa na Assembleia Legislativa. Neste caso, o PT poder\u00e1 optar por cumprir tabela, lan\u00e7ando o ex-prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaducci.<\/p>\n<p>Denunciado no Superior Tribunal de Justi\u00e7a por corrup\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o criminosa e lavagem de dinheiro por ter recebido R$ 67,791 milh\u00f5es em propinas da JBS, Reinaldo tem avaliado se troca uma disputa arriscada no Senado por uma vaga praticamente assegurada na C\u00e2mara dos Deputados. A estrat\u00e9gia \u00e9 manter o foro privilegiado.<\/p>\n<p>O presidente regional do PSDB e atual chefe da Casa Civil, S\u00e9rgio de Paula, j\u00e1 admitiu publicamente que o governador dever\u00e1 renunciar ao mandato em abril para disputar a vaga de deputado federal. Com a elei\u00e7\u00e3o, Reinaldo n\u00e3o repete os erros de Zeca e Andr\u00e9, de ficar no sereno e a merc\u00ea de um juiz de primeira inst\u00e2ncia. O emedebista chegou a ficar preso por cinco meses com o filho em decorr\u00eancia das den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o investigadas pela Pol\u00edcia Federal na Opera\u00e7\u00e3o Lama Asf\u00e1ltica.<\/p>\n<p>Reinaldo n\u00e3o est\u00e1 disposto a correr o risco. A decis\u00e3o do STJ, se aceita ou n\u00e3o a den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, ser\u00e1 fundamental para sacramentar o futuro pol\u00edtico de Azambuja. A famosa morosidade da corte conta a favor do tucano.<\/p>\n<p>O s\u00e9timo dilema \u00e9 do procurador de Justi\u00e7a, S\u00e9rgio Harfouche, que acabou sofrendo duro golpe da Justi\u00e7a Eleitoral no ano passado. Como o Tribunal Regional Eleitoral n\u00e3o aceitou sua candidatura a prefeito sem ren\u00fancia do cargo, ele dever\u00e1 decidir se entra de vez na pol\u00edtica ou continua no Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>Caso decida entrar na pol\u00edtica, Harfouche poder\u00e1 voltar a disputar o Senado ou at\u00e9 mesmo o Governo. Como n\u00e3o h\u00e1 favoritos na disputa de Reinaldo, o procurador pode se arriscar a disputar o mais alto cargo no Estado.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio da sucess\u00e3o estadual n\u00e3o h\u00e1 favoritos. Todos os pr\u00e9-candidatos possuem chances de chegar ao segundo turno. Na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o, Reinaldo era o favorito e acabou reeleito no segundo turno, mesmo ap\u00f3s ser alvo de opera\u00e7\u00e3o de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n<p>Em 2014, o favorito era Delc\u00eddio do Amaral, mas acabou perdendo para o tucano a alian\u00e7a entre os dois ser desfeita pelas dire\u00e7\u00f5es nacionais do PT e do PSDB. Em 2010, Andr\u00e9 Puccinelli era o favorito e ganhou no primeiro turno apesar da Opera\u00e7\u00e3o Uragano, na qual foi acusado de receber mensal\u00e3o de R$ 2 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 2006, Puccinelli foi para a disputa como favorito e ganhou no primeiro turno. Em 2002, Zeca do PT era favorito ap\u00f3s a desist\u00eancia de Andr\u00e9, mas levou um suador para ganhar de Marisa Serrano (PSDB) no segundo turno.<\/p>\n<p>Em 1998, o favorito era Pedro Pedrossian, que acabou fora do segundo turno. Ricardo Bacha (PSDB) perdeu para Zeca. Em 1994, Wilson Barbosa Martins sustentou o favoritismo desde o in\u00edcio, o mesmo ocorrendo com Pedro Pedrossian em 1990.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<pre>Fonte:O Jacar\u00e9<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faltando exatamente um ano para o primeiro turno, as elei\u00e7\u00f5es de 2022 contam com sete dilemas, que v\u00e3o definir o futuro da pol\u00edtica regional, e dois pr\u00e9-candidatos em campanha para o Governo. 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