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Crime ocorrido em 1994 no Motel Castelo de Paranaíba teve sentença proferida nesta terça-feira (10) pelo juiz Edimilson Barbosa Ávila
Thais Dias
O Tribunal do Júri de Paranaíba encerrou ontem (10) um capítulo de quase três décadas de impunidade. Hélio Lima de Souza foi condenado a 28 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime fechado, sem direito a benefícios, pelo homicídio qualificado de Cleide Pedro da Silva, ocorrido em setembro de 1994. O julgamento, que durou cerca de sete horas, reconheceu quatro agravantes: motivo fútil, asfixia, dissimulação e ocultação do crime.
O crime chocou a cidade à época. Entre a noite de 19 e a madrugada de 20 de setembro de 1994, no interior do Motel Castelo, às margens da BR-158, Hélio asfixiou a vítima – supostamente para encobrir outro delito. Cleide deixou uma filha de apenas sete anos, que ficou órfã. O réu, que já tinha antecedentes por roubo, fugiu e viveu como foragido até ser preso em novembro de 2023, em Uberaba (MG).
O julgamento: embates e uma sentença severa
O júri, formado por sete cidadãos, acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público, baseada no artigo 121 do Código Penal. O promotor Matheus Macedo Cartapatti, que conduziu a acusação, destacou a importância da condenação: "O processo ficou suspenso por anos devido à fuga do réu, mas a Justiça o encontrou antes da prescrição. Não há vencedores aqui – apenas a resposta da sociedade a um crime brutal".
A defensora pública Gabriela Sant’Anna Barcelos, representando a família da vítima, enfrentou questionamentos durante o julgamento. "Foi um processo difícil, com tentativas de desqualificar a memória da vítima. Mas a sentença falou por si: 28 anos de prisão são uma resposta justa, mesmo após tanto tempo", afirmou.
Réu foi citado por edital e julgado à revelia
Hélio Lima de Souza não compareceu a fases anteriores do processo e teve a revelia decretada. Seu defensor, Cleber Luís dos Santos Junior, pediu absolvição por falta de provas, mas os jurados rejeitaram o argumento. O juiz Edimilson Barbosa Ávila foi enfático ao ler a sentença: "Essa é a resposta da sociedade, por meio dos jurados – uma resposta severa".
O julgamento contou com a presença de estudantes de Direito, advogados e familiares de Cleide, marcando o fim de uma longa espera por justiça.
Para o promotor Cartapatti, o caso vai além da condenação: "A sociedade precisa recuperar sua indignação diante de homicídios. Nenhuma vida pode ser esquecida". Já a defensora Gabriela reforçou o papel das instituições: "O trabalho conjunto do MP e da Defensoria mostrou que, mesmo após 30 anos, a Justiça pode ser feita".
Com a sentença, Hélio Lima de Souza deve cumprir a pena em regime fechado, encerrando um dos casos mais antigos da criminalidade na região.
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Thais Dias
O Tribunal do Júri de Paranaíba encerrou ontem (10) um capítulo de quase três décadas de impunidade. Hélio Lima de Souza foi condenado a 28 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime fechado, sem direito a benefícios, pelo homicídio qualificado de Cleide Pedro da Silva, ocorrido em setembro de 1994. O julgamento, que durou cerca de sete horas, reconheceu quatro agravantes: motivo fútil, asfixia, dissimulação e ocultação do crime.
O crime chocou a cidade à época. Entre a noite de 19 e a madrugada de 20 de setembro de 1994, no interior do Motel Castelo, às margens da BR-158, Hélio asfixiou a vítima – supostamente para encobrir outro delito. Cleide deixou uma filha de apenas sete anos, que ficou órfã. O réu, que já tinha antecedentes por roubo, fugiu e viveu como foragido até ser preso em novembro de 2023, em Uberaba (MG).
O julgamento: embates e uma sentença severa
O júri, formado por sete cidadãos, acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público, baseada no artigo 121 do Código Penal. O promotor Matheus Macedo Cartapatti, que conduziu a acusação, destacou a importância da condenação: "O processo ficou suspenso por anos devido à fuga do réu, mas a Justiça o encontrou antes da prescrição. Não há vencedores aqui – apenas a resposta da sociedade a um crime brutal".
A defensora pública Gabriela Sant’Anna Barcelos, representando a família da vítima, enfrentou questionamentos durante o julgamento. "Foi um processo difícil, com tentativas de desqualificar a memória da vítima. Mas a sentença falou por si: 28 anos de prisão são uma resposta justa, mesmo após tanto tempo", afirmou.
Réu foi citado por edital e julgado à revelia
Hélio Lima de Souza não compareceu a fases anteriores do processo e teve a revelia decretada. Seu defensor, Cleber Luís dos Santos Junior, pediu absolvição por falta de provas, mas os jurados rejeitaram o argumento. O juiz Edimilson Barbosa Ávila foi enfático ao ler a sentença: "Essa é a resposta da sociedade, por meio dos jurados – uma resposta severa".
O julgamento contou com a presença de estudantes de Direito, advogados e familiares de Cleide, marcando o fim de uma longa espera por justiça.
Para o promotor Cartapatti, o caso vai além da condenação: "A sociedade precisa recuperar sua indignação diante de homicídios. Nenhuma vida pode ser esquecida". Já a defensora Gabriela reforçou o papel das instituições: "O trabalho conjunto do MP e da Defensoria mostrou que, mesmo após 30 anos, a Justiça pode ser feita".
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