Árbitra de Três Lagoas é alvo de ataques machistas e ganha apoio do governo federal

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A árbitra sul-mato-grossense Daiane Caroline Muniz dos Santos, natural de Três Lagoas, recebeu o apoio do Ministério das Mulheres e do Ministério do Esporte após ser alvo de ataques machistas durante a partida entre Bragantino e São Paulo, no último sábado (21). Em nota conjunta publicada neste domingo (22), as pastas repudiaram as declarações do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, e reforçaram a competência da profissional de 37 anos, que é árbitra FPF/CBF/FIFA.

O jogador afirmou que Daiane “não tem capacidade de apitar um jogo desse” e sugeriu que a Federação Paulista deveria “não colocar uma mulher” em partidas de grande porte. As declarações geraram repúdio imediato de diversas entidades e personalidades do esporte.

Na nota de repúdio, os ministérios destacaram que o caso é reflexo do machismo estrutural e da misoginia. “Um homem na mesma posição jamais seria desqualificado pelo fato de ser homem. Ainda que houvesse discordância sobre sua atuação, sua competência não seria questionada por ser homem. Esse é o ponto central que precisa ser enfrentado”, diz o texto.

A arbitra treslagoense, que construiu uma carreira sólida até chegar às principais competições do país, teve sua capacidade profissional questionada não por um erro técnico, mas simplesmente por ser mulher. O episódio reacende o debate sobre a presença feminina no futebol e a necessidade de combater o preconceito ainda presente no esporte.

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Edição 274