Com a chegada do período chuvoso, a Prefeitura de Três Lagoas reforça as ações de prevenção e combate às arboviroses em toda a cidade. Entre as doenças transmitidas pelo mosquito estão dengue, chikungunya e zika. O aumento do volume de chuvas exige atenção redobrada, já que a água parada favorece a proliferação do mosquito transmissor.

De acordo com o coordenador do setor de endemias do município, Alcides Ferreira, apesar das condições climáticas favoráveis ao mosquito, o cenário atual das doenças na cidade é considerado controlado.
Segundo ele, os números registrados neste início de ano mostram uma incidência baixa. “A situação está relativamente estável. De janeiro até a semana passada, registramos 97 casos notificados, com oito confirmações de dengue. É uma incidência bastante baixa para o período”, explicou.
PERÍODO DE CHUVAS EXIGE ATENÇÃO
Mesmo com os índices reduzidos, o período de chuvas continua sendo motivo de preocupação para as equipes de saúde. Isso porque o acúmulo de água em quintais, ruas e diversos recipientes cria ambientes ideais para a reprodução do mosquito.
“O índice de infestação tende a aumentar nessa época. O levantamento realizado em janeiro apontou índice de 2,3, considerado alto, mas ainda abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. As chuvas volumosas fazem com que haja muita água depositada, o que exige vigilância constante”, ressaltou o coordenador.
AÇÕES PERMANENTES DE COMBATE
A Prefeitura mantém diversas frentes de trabalho para reduzir a presença do mosquito na cidade. Entre elas estão as visitas domiciliares realizadas pelos agentes de endemias, que ocorrem a cada dois meses, além da fiscalização em pontos estratégicos, como borracharias, ferros-velhos, floriculturas e cemitérios, realizadas quinzenalmente por uma equipe específica.
Nesses locais são realizados tratamentos focais e aplicação de inseticida quando necessário. Também são executadas ações de bloqueio em áreas com casos notificados de doenças transmitidas pelo mosquito, como dengue, chikungunya e zika.
Outro trabalho importante é o monitoramento por meio de armadilhas ovitrampas. Atualmente, 379 armadilhas estão instaladas em diferentes regiões da cidade para acompanhar mensalmente o índice de infestação do mosquito.
Além disso, as equipes realizam inspeção e tratamento de bueiros, galerias, sarjetas e bocas de lobo, utilizando larvicidas biológicos para eliminar possíveis focos. A prefeitura também atua na recuperação de imóveis fechados em parceria com imobiliárias, permitindo o acesso das equipes para vistoria e controle.
VISITAS INTENSIFICADAS NOS BAIRROS
Durante o período de chuvas, os agentes enfrentam algumas dificuldades para realizar as visitas domiciliares, já que as atividades não podem ser feitas em dias chuvosos. Mesmo assim, quando as condições climáticas permitem, as equipes intensificam as ações principalmente em áreas consideradas de maior risco.
“Nesses locais onde temos mais notificações ou maior índice de infestação, reforçamos as visitas domiciliares com tratamento focal, orientação aos moradores e eliminação mecânica dos criadouros durante a vistoria”, explicou Alcides.
POPULAÇÃO É PEÇA FUNDAMENTAL
A participação da população continua sendo um dos fatores mais importantes no combate às arboviroses. A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que os moradores dediquem alguns minutos por semana para vistoriar seus imóveis.
“Pedimos que cada morador reserve dez minutos por semana para percorrer o quintal ou o comércio e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água. O que não for útil deve ser descartado corretamente para a coleta pública”, orientou o coordenador.
Também é importante lavar semanalmente os recipientes de água dos animais com bucha e sabão, limpar pratinhos de plantas e trocar a água regularmente, evitando a formação de criadouros.
Outra recomendação é receber bem os agentes de endemias durante as visitas e seguir as orientações repassadas pelas equipes. “O agente identifica possíveis problemas e orienta como resolver, seja telar ralos, cuidar da limpeza ou eliminar focos. A colaboração da população é essencial para proteger toda a comunidade”, concluiu.











