PF deflagra Operação Fidelis em Três Lagoas e bloqueia R$ 4 milhões de organização criminosa

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A Polícia Federal de Três Lagoas (MS) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a “Operação Fidelis”, que resultou no cumprimento de mandados de prisão, buscas e no bloqueio de cerca de R$ 4 milhões em bens de uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas.

Ao todo, foram executados dez mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, além de medidas judiciais para interromper o fluxo financeiro do grupo investigado.

De acordo com a PF, a investigação apontou que a organização operava de forma estruturada e contínua, utilizando uma complexa rede logística e financeira para o transporte de cocaína. O município de Três Lagoas era apontado como ponto estratégico no esquema, funcionando como entreposto para armazenamento, fracionamento e redistribuição da droga para grandes centros urbanos do país.

As apurações indicam que o grupo teria participado do transporte de mais de meia tonelada de entorpecentes, com origem na Bolívia. A operação também revelou uma forte ligação entre os integrantes, que atuavam com alto grau de organização interna, inclusive com participação de membros da mesma família.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes federais apreenderam documentos, dispositivos eletrônicos, valores e outros materiais considerados relevantes para o aprofundamento das investigações. Todo o material passará por análise pericial e financeira.

O nome da operação, “Fidelis”, tem origem no latim e significa “fiel” ou “leal”, fazendo referência ao vínculo de confiança e disciplina identificado entre os membros da organização, especialmente entre dois irmãos apontados como peças-chave no esquema.

Segundo a Polícia Federal, as medidas adotadas visam não apenas responsabilizar criminalmente os envolvidos, mas também enfraquecer a estrutura financeira do grupo, impedindo a continuidade das atividades ilícitas.

Os investigados presos permanecem à disposição da Justiça, enquanto as investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o alcance das ações contra o crime organizado na região.

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