Após horas de apreensão, a família de Kauã Camargo Marçal, de 19 anos, respirou aliviada. O jovem, que foi sequestrado na noite de terça-feira (2) por criminosos encapuzados no Condomínio Engenheiro Alexandre, no Conjunto Habitacional Orestinho, em Três Lagoas, já está em liberdade e retornou ao convívio familiar. Seu estado de saúde não foi divulgado pelas autoridades.

De acordo com as investigações, três homens encapuzados invadiram a residência da vítima, arrombaram a porta e agrediram Kauã com coronhadas antes de colocá-lo à força em um veículo e fugirem com destino ignorado. As circunstâncias da libertação do jovem ainda são mantidas sob sigilo pelas autoridades, que seguem trabalhando para identificar e prender os sequestradores.
O sequestro de Kauã ocorre em meio a uma série de episódios semelhantes na cidade. Na última segunda-feira (1º), duas adolescentes de 13 anos desapareceram. Segundo apuração, elas teriam sido atraídas para uma emboscada, rendidas e agredidas por integrantes de uma organização criminosa, sendo posteriormente abandonadas em uma área de mata no município de Castilho (SP). As jovens foram localizadas e já retornaram às suas famílias.
A principal linha de investigação do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil aponta para a atuação do chamado “tribunal do crime” – prática utilizada por facções criminosas para aplicar punições internas. Há suspeitas de que as vítimas tenham sido alvo devido a supostas ligações com integrantes de uma facção rival.
Apesar do desfecho positivo no caso de Kauã e da localização das adolescentes, a polícia segue mobilizada para encontrar Eduardo Benevides Vilharva, de 20 anos, conhecido como “Japa”. Ele teria sido levado por homens armados na tarde de segunda-feira (1º) em uma área de invasão no bairro São João, também em Três Lagoas.
Diferentemente das adolescentes, que foram levadas para o interior paulista, Eduardo teria permanecido em território sul-mato-grossense. Os investigadores trabalham com a hipótese de que ele esteja sendo mantido em cativeiro na própria região de Três Lagoas.
O veículo supostamente utilizado na ação criminosa foi localizado pela polícia nas proximidades da ponte sobre o Rio Paraná, na divisa entre Três Lagoas (MS) e Castilho (SP). O automóvel foi apreendido e encaminhado para perícia.
O SIG já identificou dois suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eduardo e segue realizando diligências para descobrir seu paradeiro.
A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Eduardo Benevides Vilharva seja comunicada, de forma anônima, pelos telefones:
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190 (Polícia Militar)
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(67) 3919-9700 (Polícia Civil)
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(67) 3929-1173 ou (67) 99226-8210 (SIG)
As forças de segurança seguem em alerta para esclarecer os recentes casos de sequestro em Três Lagoas, identificar os responsáveis e localizar possíveis vítimas que ainda estejam desaparecidas.










