As duas adolescentes de 13 anos que estavam desaparecidas desde a última segunda-feira (1º) foram localizadas e já retornaram ao convívio de suas famílias em Três Lagoas. O desfecho, no entanto, não encerra o caso: Eduardo Benevides Vilharva, de 20 anos, permanece desaparecido, e as investigações da Polícia Civil seguem em curso.

De acordo com informações obtidas pela reportagem, as adolescentes teriam sido atraídas para uma emboscada, onde foram rendidas e agredidas por integrantes de uma organização criminosa. Em seguida, foram levadas para o município de Castilho (SP), abandonadas em uma área de mata e posteriormente encontradas pelas autoridades.
A principal hipótese trabalhada pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil é a de atuação do chamado “tribunal do crime” – mecanismo utilizado por facções criminosas para aplicar punições internas. Há suspeitas de que as vítimas tenham sido alvo em razão de supostas ligações com integrantes de uma organização rival.
Enquanto as adolescentes foram levadas para o interior paulista, Eduardo teria permanecido em território sul-mato-grossense. Conforme apurado, o jovem foi retirado à força de sua residência, localizada em uma área de invasão no bairro São João, em Três Lagoas, por homens armados. Desde então, não foi mais visto.
O SIG já identificou dois suspeitos de envolvimento no caso e segue realizando diligências para descobrir o paradeiro de Eduardo. Os investigadores trabalham com a hipótese de que ele esteja sendo mantido em cativeiro na região de Três Lagoas.
O veículo supostamente utilizado na ação criminosa foi localizado pela polícia nas proximidades da ponte sobre o Rio Paraná, na divisa entre Três Lagoas (MS) e Castilho (SP). O automóvel foi apreendido e encaminhado para perícia.
A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Eduardo Benevides Vilharva seja comunicada, de forma anônima, pelos telefones:
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190 (Polícia Militar)
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(67) 3919-9700 (Polícia Civil)
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(67) 3929-1173 ou (67) 99226-8210 (SIG)










