Numa reunião, em Brasília, nesta quarta-feira (14), com o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, do PSDB, a ministra Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates demonstrou a intenção pela retomada de estudos e possíveis investimentos em fertilizantes e também compreender mais do projeto, indo à UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Três Lagoas.

O pronunciamento do chefe da Petrobras reanima a perspectiva de conclusão da unidade, que parou em 2014. A reunião ocorreu no gabinete da ministra Simone Tebet.

“Foi uma reunião extremamente positiva em que trouxemos a discussão da UFN3, que é uma expectativa, uma ansiedade de todo Mato Grosso do Sul. Foi uma reunião muito boa porque eles retomaram a agenda de fertilizantes e gás dentro da companhia, dentro da Petrobras, e sinalizaram uma discussão para que a gente possa nos próximos anos concluir esse que é um dos maiores ativos que nós construímos ao longo do tempo”, informou Riedel, por meio de sua assessoria de imprensa.

O informado em questão, tido como “ótima notícia” para Mato Grosso do Sul, ocorreu um dia de o município três-lagoense completar 108 anos de fundação.

“É uma boa notícia à véspera do aniversário de Três Lagoas. A Petrobras estava impedida de terminar a fábrica ou de investir em fertilizante e gás no Brasil. Agora, o presidente da Petrobras acabou de aprovar plano estratégico para 2024 até 2028 permitindo que eles voltem a estudar e fazer investimentos viáveis na exploração de gás e produção de fertilizantes. Então, a boa notícia é essa”, afirmou Simone Tebet, que acrescentou:

“Agora começa nesse segundo semestre os estudos e, a boa notícia final, o presidente da Petrobras quer conhecer Mato Grosso do Sul, a planta de Três Lagoas, visitar todo o Estado de Mato Grosso do Sul, para ver in loco a grandeza e a importância da fábrica de fertilizante para Mato Grosso do Sul”.

Histórico

A construção da UFN3 em Três Lagoas teve início em 2011 e foi paralisada em dezembro de 2014 com 81% de conclusão, após a Petrobras romper o contrato com o consórcio responsável pela obra.

A estatal colocou a UFN3 à venda em setembro de 2017, alegando que não tinha mais interesse em seguir no segmento de fertilizantes.

No ano passado, uma empresa russa chegou a manifestar interesse na compra da fábrica. Negociações foram iniciadas, mas não concluídas porque o plano de negócios proposto pelo potencial comprador queria rebaixar a fábrica para uma indústria misturadora de fertilizantes.

A reunião desta quarta-feira no Ministério do Planejamento e Orçamento contou ainda com a participação dos secretários Jaime Verruck (Semadesc), Pedro Caravina (Segov) e Eduardo Rocha (Casa Civil).

 

Fonte: Correio do Estado

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