Vigilância Sanitária apreende mais de 3 mil “canetas emagrecedoras” e ampolas em operação nos Correios da Capital

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A Vigilância Sanitária Estadual apreendeu mais de 3 mil canetas emagrecedoras, ampolas e outros medicamentos sem registro ou em desacordo com a legislação durante uma operação realizada nos Correios de Campo Grande, divulgada nesta quinta-feira (15). Entre os itens apreendidos estão substâncias como tirzepatida, semaglutida e esteroides anabolizantes, todos sem comprovação de origem ou autorização sanitária.

A ação, conduzida pela Gerência de Medicamentos e Produtos para Saúde (Gemps), analisou 570 encomendas que haviam sido retidas pelo setor de segurança postal após a identificação de conteúdo suspeito por raio-X nos dias 7 e 8 de janeiro. A abertura dos pacotes ocorreu entre 9 e 12 de janeiro, na presença de fiscais, seguindo protocolos legais.

Dentre os itens ilegais encontrados estão:

  • 3.168 ampolas de tirzepatida

  • 78 canetas de retratutida

  • Semaglutida, somatropina, esteroides anabolizantes, toxina botulínica, oxandrolona, lisdexanfetamina e suplementos alimentares

Todos os produtos estavam sem registro na Anvisa, sem comprovação de segurança, eficácia ou qualidade.

De acordo com a Coordenadoria de Vigilância Sanitária, os remetentes ilegais mudaram a forma de envio: em vez de canetas completas, passaram a enviar ampolas para abastecimento das chamadas “canetas emagrecedoras”. O material é detectado pelo raio-X dos Correios, e a irregularidade é confirmada apenas com a abertura presencial da encomenda junto à vigilância.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) alerta que o uso desses produtos sem prescrição médica e registro oficial pode causar:

  • Reações alérgicas, infecções e intoxicações

  • Agravamento de doenças preexistentes

  • Dependência química

  • Em casos extremos, levar à morte

A Anvisa reforça que medicamentos devem ser adquiridos apenas em farmácias e drogarias autorizadas, e que a automedicação com produtos irregulares pode mascarar sintomas, dificultar diagnósticos e comprometer tratamentos.

A SES orienta que pessoas em busca de tratamento para obesidade procurem um médico para avaliação individualizada. O processo deve incluir acompanhamento nutricional, atividade física com supervisão e, se necessário, o uso de medicamentos legalmente prescritos.

Denúncias sobre comércio irregular de medicamentos podem ser feitas à Vigilância Sanitária Estadual, contribuindo para o combate a esse mercado ilegal e para a proteção da saúde pública.

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Edição 269