Casal morava junto há três dias quando jovem matou a namorada por ela querer término, diz polícia

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Uma discussão motivada pelo desejo da vítima de encerrar o relacionamento terminou em tragédia na madrugada desta quarta-feira (25) em Três Lagoas. Wellington Patrezi Batista Pereira, de 20 anos, confessou à Polícia Civil ter matado a namorada, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, e escondido o corpo embaixo do colchão do quarto onde os dois moravam.

O crime ocorreu no apartamento do casal, localizado no bairro Vila Verde. De acordo com as investigações, Wellington foi até o 2º Batalhão de Polícia Militar por volta das 2h30 e informou espontaneamente aos policiais que havia cometido o homicídio.

Em depoimento ao delegado Gabriel Salles, responsável pelo caso, o suspeito detalhou a dinâmica do crime e o contexto do relacionamento. Segundo Wellington, ele estava em Três Lagoas havia apenas dez dias, tendo se mudado de Corumbá para ficar com a namorada, com quem mantinha um relacionamento a distância há mais de um ano.

O casal chegou a morar por um período na casa do pai de Beatriz, mas havia apenas três dias que os dois passaram a viver juntos no apartamento onde o crime aconteceu.

No relato à polícia, Wellington afirmou que estava desempregado e, por isso, dedicava-se às tarefas domésticas enquanto a namorada trabalhava. A situação, no entanto, teria se tornado fonte constante de conflitos.

“Ela sempre colocava algum defeito em tudo o que eu fazia. Quando ela estava trabalhando, eu estava fazendo as coisas. Ela falava que eu não fazia nada, que eu não prestava”, disse o suspeito durante o depoimento.

Segundo a confissão de Wellington, a discussão fatal começou após ele buscar a namorada no trabalho. O estopim teria sido uma tentativa de montar um armário, mas a conversa rapidamente evoluiu para um confronto sobre a relação.

“Ela queria terminar. Discuti, discuti, aí a gente começou brigar, ela falou que eu não fazia nada. Aí acabou que aconteceu”, relatou o suspeito, sem entrar em detalhes sobre a dinâmica da agressão.

Após cometer o crime, Wellington escondeu o corpo da jovem embaixo do colchão do quarto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado posteriormente e constatou o óbito. A perícia identificou sinais de esganadura (estrangulamento) no pescoço da vítima.

Depois de matar a companheira, Wellington ligou para o irmão, que mora em Corumbá, contou o que havia feito e foi orientado a se apresentar à polícia. Seguindo o conselho, ele foi até o quartel do 2º Batalhão da Polícia Militar e confessou o crime.

Após a confissão, recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas, onde foi autuado em flagrante por feminicídio. O delegado Gabriel Salles representou pela prisão preventiva do suspeito, que deve ser analisada pela Justiça.

Velório e sepultamento

O corpo de Beatriz Benevides da Silva foi encaminhado ao Instituto Médico e Odontológico Legal (Imol) de Três Lagoas para exames periciais. Após a liberação, foi trasladado para Campo Grande, onde ocorrerá o sepultamento.

Segundo informações da funerária responsável, o pai da jovem decidiu que o enterro será na capital sul-mato-grossense, cidade onde reside a mãe da vítima. A família ainda não divulgou informações sobre horário e local do velório.

O caso expõe mais uma vez a triste realidade da violência doméstica e do feminicídio em Mato Grosso do Sul, estado que frequentemente figura entre as unidades da federação com maiores taxas desse tipo de crime. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

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Edição 274