A Polícia do Paraguai prendeu na madrugada desta segunda-feira (11) um dos traficantes mais procurados do país vizinho. Narciso Ayala, conhecido como “Bugão”, foi capturado por volta das 5h enquanto dormia em Encarnácion, cidade paraguaia localizada próximo à fronteira com a Argentina.
O g1 apurou que o criminoso possui vínculos com Mato Grosso do Sul. Em novembro do ano passado, a 1ª Vara Federal de Naviraí expediu um mandado de prisão preventiva contra Bugão pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa. Documento obtido pelo g1 mostra que o traficante mantinha um endereço residencial em Coronel Sapucaia (MS).
A prisão foi realizada por agentes da Divisão Antidrogas da Polícia Nacional paraguaia. Segundo as autoridades do país vizinho, Bugão comandava um intenso esquema de envio de drogas para o Brasil, tendo Mato Grosso do Sul como a principal rota do tráfico.
No Paraguai, o investigado utilizava empresas de fachada para ocultar e lavar recursos provenientes do tráfico de drogas. Segundo as apurações, a organização criminosa também contava com a participação de familiares nas atividades ilícitas. A polícia estima que mais de 20 imóveis estejam vinculados ao grupo, somando um patrimônio avaliado em cerca de US$ 25 milhões — aproximadamente R$ 140 milhões.
Conforme os investigadores paraguaios, “Bugão” é apontado como líder de uma organização criminosa que atuava no tráfico de cocaína e maconha na região de fronteira. O grupo também é investigado por lavagem de dinheiro.
A ação contou com reforço policial devido à possibilidade de reação armada da organização criminosa. As autoridades paraguaias também investigam a participação do suspeito em homicídios ligados à disputa entre facções na região.
O grupo, conhecido pelas forças de segurança como “Clã Ayala”, também é investigado por lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, a organização teria adquirido fazendas, imóveis, veículos e empresas para ocultar recursos obtidos com o tráfico de drogas.
Após a prisão, Bugão foi levado para uma unidade de segurança máxima, onde permanece à disposição das autoridades paraguaias. Até o momento, não há informação sobre pedido de extradição ao Brasil.











