Médica diz à polícia que aplicou 300 ml de PMMA em sul-mato-grossense que morreu após procedimento estético em SP

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A médica Tábita Nunes Marcolino Jorge afirmou à polícia que não possui residência em dermatologia e que aluga uma sala no edifício comercial onde realizou o procedimento estético que antecedeu a morte da sul-mato-grossense Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro, de 48 anos, em São Paulo.

Segundo depoimento prestado às autoridades, a profissional relatou ter aplicado cerca de 300 mililitros de PMMA (polimetilmetacrilato), substância utilizada em preenchimentos corporais. A médica afirmou ainda que Roseli apresentou exames sem alterações antes da realização do procedimento.

Após a ocorrência, a médica e a filha da vítima foram levadas ao 27º Distrito Policial, no Campo Belo, para o registro do caso. Posteriormente, a investigação foi encaminhada ao 96º Distrito Policial, responsável pela área.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o PMMA é um tipo de preenchedor autorizado apenas para tratamentos reparadores e não indicado para procedimentos com finalidade estética.

O órgão destaca ainda que a aplicação da substância deve ser realizada exclusivamente por profissional médico ou odontológico habilitado, cabendo ao responsável técnico definir a quantidade adequada conforme cada caso e as orientações do fabricante.

À polícia, a filha de Roseli informou que a mãe possuía cerca de 100 mil seguidores nas redes sociais, onde divulgava conteúdos relacionados à remodelação de glúteos e trabalhos de maquiagem.

A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, por suposta inobservância de regra técnica profissional, além de morte suspeita e morte acidental.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a vítima passou mal após realizar, no dia anterior, um procedimento estético aplicado pela médica, de 36 anos.

“Uma mulher de 48 anos morreu na manhã desta terça-feira (26) em um consultório médico na Avenida Santo Amaro, na zona sul da capital. A vítima sentiu fortes dores e mal-estar e tomou medicamentos, alguns prescritos pela profissional. Ao chegar ao consultório, sofreu parada cardiorrespiratória e não resistiu aos procedimentos de reanimação realizados pela médica e pelo SAMU. O caso foi registrado como morte suspeita – morte acidental e homicídio no 27º DP (Dr. Ignácio Francisco). Diligências prosseguem visando o esclarecimento de todos os fatos”, informou a SSP.

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